domingo, 28 de julho de 2013

Langue a la Moutarde


Faz já alguns meses um pacote de língua - sim, língua de boi, está no meu freezer, comprado pelo marido que adora língua e só esperando uma oportunidade para ser preparada. Pois chegou. Eu tenho um pouco de preconceito com estas partes estranhas dos bichos... Mas como é um prato tradicional da culinária francesa... Vamos lá! Com um molho mostarda destes tudo fica gostoso! Adaptei o molho do blog Com uma Pitada de Açúcar - que já está incorporado ao meu menu... 

Langue a la Moutarde

500g de língua
12 cebolas pérola (aquelas pequenas)
150g de bacon contado em pedaços
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de farinha 
1 xícara de vinho branco
1 xícara de caldo de carne caseiro
3 colheres (sopa) de mostarda Dijon
1/2 xícara de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de salsinha picadinha
Sal e pimenta do reino

Cozinhe a língua em uma panela de pressão, coberta por água até que fique macia. Caso vc compre a língua inteira, o cozimento exige pelo menos uma hora. Eu cozinhei por uns 30 minutos já que  a "minha língua" já veio cortada em filés. Reserve e inicie o preparo do molho. Descasque as cebolas, cozinhe-as no vapor por alguns minutos e reserve. Doure os pedaços de bacon e reserve. Na mesma frigideira, prepare a base do molho - o roux, misturando partes iguais de manteiga e farinha até obter uma massinha. Acrescente o vinho lentamente, o caldo de carne, as cebolas e o bacon e mexa até reduzir a alcançar a consistência de um molho. Finalize com a mostarada, o creme de leite e a salsinha. Acerte o sal e a pimenta. Doure os filés de língua até o ponto desejado. Coloque-os na frigideira com o molho para envolvê-los completamente. Sirva com aspargos e um purê de batatas bem caprichado! 


Como meu marido participou ativamente do preparo, não poderia deixar de atribuir os créditos...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bacalhau como se faz na fazenda...


Aqui em casa somos verdadeiros entusiastas do bacalhau... e as receitas preparadas no restaurante A Bela Sintra, na nossa humilde opinião, não tem igual nesta cidade! Sério. Desta vez tentamos reproduzir uma que é bastante famosa e tem até um video postado na internet: o Bacalhau como se faz na Fazenda. Claro que igual não ficou. Até parece que eles iriam divulgar os segredos de tal iguaria com tanta facilidade! Tentamos. A maior dificuldade foi o molho. Definitivamente não ficou igual. Deve haver algum segredo! Se algum dos leitores conseguir descobrir...

 Bacalhau como se faz na Fazenda

  • ½ abobrinha em cubinhos
  • ½ beringela
  • 2 cogumelos
  • 1 tira de pimentão vermelho
  • 1 tira de pimentão amarelo
  • 1 tomate picado
  • 1 batata em rodelas
  • 300 ml de azeite
  • 1 posta de bacalhau com cerca de 300g
  • 1 flor comestível (amor-perfeito ou capuchinha)
  • 20 ml de vinho branco

    Limpe bem as postas de bacalhau, reservando a pele e as espinhas. Em uma assadeira, cozinhe no forno preaquecido a 150ºC as postas de bacalhau cobertas completamente com o  azeite, juntamente com as batatas em rodelas (que devem ser colocadas no fundo), por 10 minutos. Reserve o azeite do cozimento. Faça um molho com a pele e as espinhas do bacalhau, fervendo-as em azeite e alho (o azeite reservado) por 20 minutos. Bata essa preparação no liquidificador (ou passe um mixer) e passe-a numa peneira. Reserve e deixe esfriar. Corte os legumes em pedaços pequenos (brunnoise) e salteie-os no azeite, com um pouco de alho e sal, finalizando com uma leve borrifada com vinho branco. Estes legumes salteados são uma espécie ratatuille simplificada... mas realmente deliciosa. Monte o prato com uma cama de batatas, a posta de bacalhau e a ratatuille enformada. Batata palha ou chips de alho poró finalizam.



Estamos em uma fase de tanta ansiedade... que meu marido acordou outro dia às 6h00 e tirou esta fotografia do nascer do sol. Bem que uma outra pessoa podia tratar de nascer logo!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Chien Chaud


Cachorro quente é uma unanimidade. Não conheço quem não goste. É quase como pizza para os paulistanos: até quando é ruim, é bom. Não é verdade? Pois com algumas dicas bem simples o seu cachorro quente pode receber um upgrade definitivo e se tornar um autêntico Cachorro Quente Gourmet - como por exemplo os vistos no Bubbledogs de Londres (que vale a visita!). Vai fazer o maior sucesso. As dicas? A primeira - que se aplica a quase todas as receitas existentes, é a mais importante: Escolha bem os seus ingredientes. No caso do cachorro quente, recomendo as salsichas da Berna (Swiss Dog), que são vendidas em todos os grandes supermercados e realmente fazem a diferença,  pão de verdade, o da foto é uma baguette comum (porque aquele pãozinho de cachorro quente de saquinho é mesmo muito ruim) e claro, bons condimentos. Bons condimentos são imprescindíveis.

Imaginem que nosso afilhado Valério Marega (mas estes Marega andam muito populares no blog ultimamente!) me trouxe de presente 3 potinhos de condimentos que "confiscou" no Mandarin Oriental de Genève: Organic Mayonnaise (No. 72), Moutarde de Lion Pommery (No. 73) e Charroux Mustard (No. 74) - todos da marca Tea Together. Eu não poderia deixar de fazer estes cachorros quentes... não é mesmo? Uma boa mostarda faz toda a diferença! 

A segunda dica: Nada de cozinhar a salsicha na água quente: grelhar é infinitamente melhor! A salsicha fica com aquele ar de churrasco americano, parecendo uma linguicinha.  Muito mais interessante. A terceira e quarta dicas: Caso você opte por acrescentar queijo à sua receita (e eu recomendo fortemente), derreta o queijo em uma chapa quente ou frigideira. O queijo pode ser um queijo amarelo normal (como muzzarella ou prato) e até mesmo cheddar, como fariam os americanos. Eu recomendo um queijo mais neutro, para que os outros sabores não fiquem encobertos. Quarta e última dica: Menos é mais... ou seja: nada de purês, batata palha, ervilha, milho... Arght! Isso é muito nojento!

terça-feira, 9 de julho de 2013

O tal do ovo caipira...


No último final de semana, recebi um presente nada usual: ovos caipiras vindos diretamente do galinheiro dos sogros da comadre Clariana e pais do compadre Valério Marega: Seu Valério e Dona Ana Maria. Qual não foi a minha surpresa ao ver a cor dos ovos... completamente diferente da cor dos ovos ditos caipiras que costumo comprar no supermercado - bem mais claros, quase amarelinhos, como vcs podem ver na foto acima. Restava testar as demais propriedades. A cor já estava evidente. Também o tamanho... um pouco menores, menos regulares entre si... E o que foi que eu descobri:


Cor: Os ovos caipiras "de verdade"tem uma tonalidade amarelo-clarinha. Não são brancos como os ovos comuns e muito menos avermelhados como os ovos caipiras que compramos nos supermercados aqui em São Paulo.

Tamanho: Os ovos caipiras "de verdade" apresentam tamanho e formato variados. Os vendidos no supermercado, eu imagino, devem passar por um rigoroso processo de seleção para que tenham todos o mesmo tamanho... E sejam todos enormes.

Sabor: Os ovos caipiras tem infinitamente mais gosto que os ovos que compramos no supermercado. Percebi, inclusive, um leve sabor adocicado nos ovos. Completamente diferente do que estamos acostumados.

Consistência: A consistência dos ovos caipiras foi a diferença mais nítida percebida por esta "degustadora de ovos". A gema me pareceu mais espessa e pastosa, não só quando experimentada - já cozida, mas também quando crua.

Relação gema/clara: O tamanho da gema em relação ao tamanho da clara nos ovos caipiras é muito maior que nos nossos ovos de supermercado... para preparar  ovos quentes... são simplesmente perfeitos!




Espero que estes ovos me deixem beeem fortinha para o desafio que me aguarda em breve. Obrigada, Dona Ana Maria! Pode trazer ovinhos sempre!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fondue de Carne ao Vinho Tinto


Com a chegada do frio é declarada aberta a temporada de fondues! Concordam? Apesar de os preços do fondue de queijo nos supermercados andarem um pouco extravagantes (em especial os importados) - é quase impossível não resistir. Melhor ainda se você decidir, ao invés de preparar somente o fondue de queijo, que não dá trabalho nenhum, preparar também o de carne. Sim. O temido fondue de carne...
Esta receita é fantástica. Por isso resolvi publicar. Nada de óleo e fritura. Fugimos daquele cheiro que permanece por dias em casa... e ainda ganhamos uma refeição bem mais light. Perfeito? Pois eu testei. E ficou tão bom quanto - ou até melhor. E nada de queimar a boca com aqueles garfinhos fumegantes.


Fondue de carne

1 kg de filé mignon bem limpo
1 litro de caldo de carne ou legumes
1 bouquet garni
200 ml de vinho tinto seco
2 ramos de alecrim
Pimenta do reino
Sal

Corte a carne em cubinhos grandes. Tempere com sal, pimenta e alecrim e deixe alcançar a temperatura ambiente no recipiente que usará para servir. Em uma panela (se a sua de fondue for apropriada, pode ser nela mesmo!), coloque o caldo de carne, o bouquet garni (amarradinho de ervas) e o vinho tinto e aqueça até ferver. Coloque sobre o réchaud imediatamente. "Cozinhe"os cubinhos de carne um a um, deixando-os imersos no caldo até que fiquem dourados. Sirva com os molhos sugeridos abaixo ou com um molho da sua preferência (bernaise, tártaro...)!


Molho de Ervas
1 xícara de ricota
3 colheres (sopa) de creme de leite fresco
1 colher (chá) de azeite
Alecrim, sálvia, tomilho, salsinha...
Sal
Pimenta do reino

Molho Rosé
1 xícara de maionese
3 colheres (sopa) de catchup
1 colher (sopa) de mostarda Dijon
2 colheres (chá) de molho inglês
Sal 
Pimenta

Molho Honey Mustard
3 colheres (sopa) de mostarda Dijon
1 1/2 colher (sopa) de mel
4 colheres (sopa) de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de azeite
Sal 
Pimenta

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Salmon Lox


Tenho visto este sanduíche por toda parte ultimamente. Vocês não? Chama-se Salmon Lox. Experimentei alguns e, claro, resolvi criar em casa a minha versão. Como é o caso de todo o sanduíche em que o pão é comprado pronto (felizmente!), dificilmente pode-se considerar uma receita propriamente dita. Está mais na esfera das dicas! Mas que de vez em quando é uma delícia juntar os seus ingredientes favoritos e pronto... Não há como negar!

Salmon Lox

2 bagels torrados
200g de salmão defumado
1/2 cebola roxa
2 colheres (sopa) de cream cheese
Limão
Dill

Corte os bagels ao meio com cuidado para não danifica-los e asse por alguns minutos no forno para que fiquem quentinho (estes são do Santa Luzia, com gergilim preto). Recheie cada um com uma farta camada de cream cheese, fatias de salmão regatas com gotas de limão e algumas rodelinhas de cebola roxa cortada bem fininha. Decore com o dill. Sirva imediatamente.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Carré de Vitela e Risoto de Limão Siciliano


Neste final de semana recebemos uma gentil contribuição. Ou fizemos uma contribuição. Não sei bem! Uma espécie de permuta... Nossos amigos deixaram aqui dois carrés de vitelo da Wessel para eu preparar: e eis o resultado. Já tinha preparado carré de cordeiro, mas de vitela foi a primeira vez. Muito delicado. Uma delícia! O acompanhamento escolhido foi um risoto de limão siciliano - escolhido e preparado pelo meu marido. Vejam que delícia de almoço!

Carré de Vitelo na Crosta de Ervas Aromáticas

(4 pessoas)
1kg de carré de vitela
1 colher (sopa) de azeite
1 xícara de vinho branco
2 dentes de alho
1/2 xícara (chá) de farinha de rosca
1 colher (sopa) de mostarda Dijon
2 colheres (sopa) de alecrim, salsinha.. 
(quaisquer ervas que tenha a disposição)
Sal e pimenta do reino

Deixe os carrés por algumas horas (eu deixei por volta de 2) marinando no vinho branco, juntamente com o alho. Descarte a marinada. Envolva as peças com azeite e cubra a parte de cima com mostarda. Triture as ervas e a casca de pão (ou farinha de rosca) e use a farinha resultante para fazer uma crosta (como na foto). tempere com sal e pimenta. Leve ao forno pré-aquecido, em um refratário, coberto com papel alumínio. mantenha em temperatura bem baixa por 4 horas - até que esteja macio e a crosta esteja crocante. Separe as costelas e sirva imediatamente.


Risoto de Limão Siciliano

Casca de 2 limões sicilianos
Suco de 2 limões sicilianos
2 colheres (sopa) de açúcar
1 xícara de água
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
1 cebola
3 colher (sopa) de manteiga
1 xícara de vinho branco
Q.B. caldo de legumes
Q.B. de queijo parmesão ralado
3 ramos de alecrim


Retire as cascas dos limões sicilianos com cuidado, evitando ao máximo a parte branca. Corte-as em tiras bem finas (como as da fotografia). Coloque-as em uma panela pequena, com a água, o suco de um limão, o açúcar e uma colher de manteiga. Cozinhe por alguns minutos, até que fique levemente caramelizado (parecendo uma caldinha). Reserve e deixe esfriar.
Inicie o preparo do risoto refogando a cebola cortada em cubinhos em uma colher de manteiga. Junte as xícaras de arroz, mexendo sempre, até que os grãos fiquem levemente transparentes. Junte a xícara de vinho e mexa até evaporar. Acrescente o suco de um limão, as fatias de limão preparadas anteriormente e uma colher de caldo de legumes. Mexendo sempre, vá acrescentando uma colher de caldo por vez até que o arroz fique al dente. Acrescente o alecrim (somente as folhas) e o queijo parmesão. Desligue o fogo e acrescente uma colher de manteiga para finalizar. Sirva imediatamente!

domingo, 9 de junho de 2013

Carpaccio de Haddock da tia Lucinha


E voilá: a entrada do almoço de hoje! Pode parecer incrível, mas minha madrinha (a tia Lucinha) costuma servir uma versão desta entrada no horário do almoço, durante a semana, quando almoço na casa dela... Que prestígio o meu! Digo versão porque lá, a receita é preparada com salmão defumado e ovas de salmão... e estes ingredientes eu substituí. Pois é: os ingredientes principais! Eu já tinha em casa algumas gramas de carpaccio de haddock congelado (recomendo fortemente estas embalagens individuais da Damm, tanto de salmão quando de haddock) e ovas de Mujjol... E o espírito da receita foi mantido - o que é o mais importante. Uma entrada sofisticada e que fica pronta em menos de 10 minutos. Vai impressionar os seus convidados! Assim que eu tenha oportunidade repito a receita tal qual, tia Lucinha. Não se preocupe!

Carpaccio de Haddock da tia Lucinha

(para 4 pessoas)

8 Batatas pequenas
4 colheres (sopa) de creme de leite leve
1 colher (sopa) de azeite
200g de carpaccio de haddock
1/2 limão siciliano
2 colheres (sopa) de ovas
Sal e Pimenta do reino
Dill ou endro para decorar

Cozinhe as batatas até que fiquem macia. Descasque-as com a ajuda de uma faca curva, para que fiquem iguais entre si. Leve as batatas descascadas ao forno por alguns minutos para que dourem, junto com o azeite, sal e pimenta do reino. Reserve, deixe que esfriem. Misture bem o creme de leite e o suco do limão, evitando que o creme de leite talhe. Monte cada prato com três ou quatro fatias de haddock e duas ou três batatas. Cubra com o molho e decore com as ovas e o dill.

Papillote de Queijo Brie e Tomates Confitados


Nesta semana eu e meu marido comemoramos 4 anos de casados. O tempo passa! Fomos jantar no La Cassarole - aquele restaurante super tradicional que fica no Largo do Arouche e deve ter, pelo menos, 50 anos de idade. Pois então. Histórico. Uma oportunidade para experimentar os clássicos da culinária francesa, executados a perfeição e ainda... com o clima de uma noite em Paris nos anos 70.
Foco: a entrada que pedi foi um Papillote de Queijo Brie (de cabra) com Legumes Confitados (beringela, tomate, alho...). Inesquecível. Tive que fazer uma versão, ainda que simplificada, hoje mesmo para o almoço com os amigos que preparamos em casa. O menu segue nos próximos posts... Agora este - que é tão fácil de preparar e surpreende - é a dica que hoje. Não deixem de ir no La Casserole!

Papillote de Queijo Brie e Tomates Confitados

1 queijo Brie
2 ramos de tomates cereja
4 dentes de alho
3 colheres (sopa) de azeite
Ramos de tomilho ou alecrim
Pimenta do reino
Sal trufado

Lave bem os tomates, sem deixar que eles se soltem do ramo. Coloque em uma assadeira ou refratário, juntamente com os dentes alho (não descasque totalmente ou até mesmo deixe o alho inteiro), tempere e leve ao formo em temperatura bem baixa até que o tomate e o alho quase se desfaçam (no meu forno demorou por volta de 20 minutos). Coloque o queijo Brie sobre um papillote feito com papel alumínio (é só dobrar um envelope!), cubra com os tomates e os dentes de alho, e leve ao forno por alguns minutos, até que o queijo fique macio. Sirva imediatamente com pão bem fresquinho!





quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ragú de Cogumelos


Acho que esta época do ano, quando começa a esfriar, é quando eu me realizo plenamente na cozinha. Tenho desde pequena uma preferência descarada por comidas bem quentes e, especialmente, bem macias, daquelas que você nem precisa cortar! E há no mundo coisa mais comfort? Quanto mais no frio...
A polenta é uma receita rápida e fácil, que só tem o inconveniente de ter que ser preparada na hora de servir. Uma vez que Você acerte o ponto - em especial quando o objetivo é uma polenta cremosa, como esta , não erra nunca mais. É só ferver a quantidade indicada na embalagem de água salgada, acrescentar o fubá lentamente, mexendo sem parar para evitar a formação de grumos, e temperar com sal (eu usei sal trufado), pimenta e, caos você queira, um pouquinho de manteiga. Há aqueles que preparam a polenta com caldo de galinha ou carne. Eu preparo somente com água. Em uns 10 minutos mexendo sem parar ela fica pronta. Você deve observar a consistência. Mas cuidado: basta esfriar um pouco para que ela endureça! Você pode servir a polenta com o molho de sua preferência (os ragús são os campeões de bilheteria!). Este prato pode ser uma entrada - como vemos tantas vezes nestes casamentos mais modernos, ou como prato principal.

Ragú de Cogumelos

1 colher (chá) de azeite)1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola pequena cortada em cubinhos
300g de cogumelo Shitake 
200d de cogumelo Shimeji comum
200g de cogumelo Shimeji Branco
1 xícara de vinho branco
1 xícara de salsinha picada
Nóz Moscada
Sal e pimenta do reino

Limpe bem os shimejis, descartando a base da cada um dos talos. Corte os Shimejis em tiras grossas, descartando o também o talo. Lave bem! Aueqeça o azeite e derreta a manteiga sobre ele, para que não escureça. Acrescente a cebola picada e deixe cozinhar até que fique macia. Junte os cogumelos e refogue. Acrescente a xícara de vinho e cozinhe até reduzir. tempere com sal, pimenta e bastante nóz moscada. Finalize com a salsinha. Sirva sobre a polenta ainda bem quente!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Goulash


Estivemos no ano passado na Hungria, mais especificamente em Budapeste (há quase 9 meses...), e até agora eu não havia preparado nenhum prato com as duas variedades de Páprika que trouxe de lá. Estava mesmo esperando esfriar um pouco... afinal, o Goulash (em alemão) ou Gulyás (em húngaro), este cozido de carne bem temperado e o prato mais tradicional húngaro (e também na Áustria e toda aquela região) não é nada leve! 
A Hungria é a maior produtora e consumidora de páprika na Europa. Lá encontramos duas variedades: a páprika doce e a páprika picante. Não é nada difícil encontrar páprika para vender no Brasil, já que é um tempero bem internacional. Esta nada mais é que um tempero derivado do pimentão - que deve ser seco e moído. A páprika é também utilizada nas cozinhas espanhola e portuguesa, mexicana e até mesmo árabe. Ou seja, vale comprar um pouquinho! Eu, por exemplo, adoro trazer este tipo de temperos de viagens - sempre faz diferença (cure, açafrão, orégano, flor do sal, azeites) e, de quebra, costuma custar muito mais barato.

Goulash

2 cebolas cortadas em cubinhos
Azeite para refogar
1,5 kg de carne de segunda cortada em cubos grandes
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 pimentão verde cortado em tirinhas.
8 tomates concassé*
2 xícaras de vinho tinto
Água ou caldo de carne quanto bastar
3 colheres (sopa) de páprika
Sal e pimenta do reino
3 colheres (sopa) de creme azedo
1 xícara (chá) de salsinha


Refogue a cebola no azeite até desmanchar. Junte a carne, já cortada em cubos grandes e em temperatura ambiente e deixe dourar bem. Acrescente os tomates cortados em cubinhos, sem casca e sem sementes, o pimentão em tiras e misture bem. Polvilhe a carne com a farinha de trigo e deixe "secar". Junte o vinho tinto até cobrir a mistura. Mexa bem para que não se formem "grumos"de farinha. Acrescente a páprika (eu usei metade doce, metade picante - mas fica forte. cuidado com a páprika picante!). tampe a panela e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando e cobrindo a carne com caldo ou água caso seja necessário. Pode demorar até 2 horas. A carne deve ficar bem macia. Acerte o sal e a pimenta. Decore com bastante salsinha para dar cor. Sirva com Spätzle (aquela espécie de gnocchi alemão), batata, uma massa caprichada ou mesmo pedaços generosos de pão e uma colher de creme azedo. É assim que eles comem na Hungria - e se o frio continuar, já estou pensando na sopa que posso preparar com esta páprika deliciosa!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Turkey Avocado Club


Na nossa última viagem experimentei o Turkey Avocado Club. Experimentar não é bem a palavra certa... Porque comi o tal Turkey Avocado Club três vezes! Como sou uma grande apreciadora de Club Sandwich (o tradicional, de frango, ovos e bacon), fiquei surpresa com esta versão e claro, não poderia deixar de postar no blog. Os Club Sandwiches são uma delícia para servir como para convidados, assim, com estes palitinhos. Nada como um Club na beira da piscina!


Turkey Avocado Club

6 fatias de pão de miga

200g de peito de perú
8 fatias de bacon
1 abacate maduro
4 folhas de alface americana
2 tomates maduros
2 colheres (chá) de suco de limão
Maionese
Sal e pimenta

Inicie o preparo pelo abacate. Ele deve ser descascado e amassado, e  então temperado com sal, pimenta e um pouquinho de suco limão. Reserve. Torre todas as fatias de pão e, em uma grelha quente ou frigideira com grelha, faça estas marcas em 4 das 6 fatias (essencial, as marcas dão todo o charme a este sanduíche - as fatias do meio não precisam de marcas, claro).

Monte a primeira camada: pasta de abacate, muitas fatias de peito de perú e as fatias de bacon. coloque mais um "andar" de pão de miga e monte a segunda camada: maionese, peito de perú (mais um pouquinho!), tomate e alface. Pronto! Coloque 1 palitinho em cada um dos cantos do sanduíche e ecorte-o em 4 pedaços. As quantidades são para a montagem de dois sanduíches enormes!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Batatas Hasselback


A carne de cordeiro está entre as favoritas aqui de casa, e os cortes mais diversos já foram por mim preparados: Pernil, Paleta, Carré, Mignon... Mas nenhum se compara ao French Rack. Quanto mais este - assunto para um próximo post! A receita de hoje é a de um acompanhamento perfeito para a carne de cordeiro, para carnes assadas no geral, e até mesmo para o bacalhau: Por que não? As batatas Hasselback - que foram instantaneamente promovidas a especialidade desta cozinheira! 
São batatas assadas muito fáceis de se preparar, residindo o seu diferencial na técnica de corte utilizada. Ela é crocante (estaladiça) por fora, macia por dentro e ainda se desfaz em camadas. Para ficar perfeita só faltava ter queijo. Pronto. Não falta nada! A receita foi retirada da coleção Le Cordon Bleu de receitas caseiras (volume Batatas)

Batatas Hasselback

6 batatas do mesmo tamanho
30g de manteiga sem sal, cartada em pedaços
1 colher (sopa) de pão ralado ou farinha de rosca de pão italiano caseira
2 colheres (sopa) de queijo ralado com sabor intenso 
(eu usei parmesão, mas pode ser gruyère ou o que você tiver na geladeira)
Sal e pimenta do reino moída


Pré-aqueça o forno a 220ºC. Unte uma assadeira com manteiga e reserve. Descasque as batatas ainda cruas (não utilize o truque da fervura para soltar a casca por elas devem estar firmes). Apare-as de modo que fiquem uniformes. Apare a base de cada batata para que ela fique bem fixa. Faça cortes profundos e paralelos, bem próximos uns dos outros, mas sem "atravessar"as batatas, para que elas permaneçam inteiras. Disponha as batatas na assadeira, tempere-as com sal e pimenta e disponha os pedacinhos de manteiga sobre elas. leve ao forno por 30 minutos . Retire do forno e regue com a manteiga derretida no fundo do recipiente. polvilhe com o pão e o queijo ralados e leve ao forno novamente por mais 15 minutos, até que fiquem bem douradas.   Dois truques: deixar as batatas de molho antes de descascá-las vai deixar as batatas mais macias (o que eu não fiz, pois estava com uma pressa louca). Você pode acrescentar ervas ao preparo destas batatas, especialmente se estas tiverem sido utilizadas no preparo da carne. Hummm...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Terrine de Tomate Fresco


Nesta Páscoa fomos convidados para almoçar na casa de amigos. Eu acordei às 6h00 para fazer esta Terrine de Tomates, já que voltamos da praia no sábado à noite. Uma correria. Ela é fácil de preparar e - como vocês já devem ter notado, também uma receita do livro da Mazzô, que aos poucos vai ser executado de cabo a rabo! Achei uma ótima idéia para se levar a um almoço, já que ela tem uam apresentação linda, mas é muito neutra, podendo ser acompanhada por uma salada verde. Impossível destoar do menu da casa alheia!!!!

Terrine de Tomate Fresco

8 folhas de gelatina
2 kg de tomates frescos  e bem vermelhos, sem pele e sem sementes
Sal a gosto
450ml de caldo de galinha ou carne (eu usei de legumes)
75ml de vinagre de framboesa (eu usei balsâmico)
2 dentes de alho picados
2 ramos de tomilho
1/2 colher (chá) de pimenta do reino em grãos


Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria. Retire a pele dos tomates (eu costumo cozinhá-los um pouco em um panelão até a pele soltar), corte-os em quatro pedaços e  retire as sementes. tempere-os com sal e deixe-os em uma peneira para escorrer. leve ao fogo o caldo (de galinha, carne ou legumes...), o vinagre, o alho, o tomilho e os grãos de pimenta por 5 minutos até reduzir. Retire a gelatina da água, espema e dissolva no caldo. Deixe esfriar. Forre a forma de uma terrine (ou mesmo de bolo inglês) com filme plástico. Coloque uma camada de caldo e uma camada de tomates (esta será a parte de cima da sua terrine) e coloque para gelar. Distribua os tomates e o caldo, alternando as camadas, até completar a forma. Cubra com o filme plástico, aperte bem, coloque um peso em cima e leve para gelar. Demora pelo menos umas 6 horas para atingir a consistência certa. Desenforme na hora de servir. Decore a forma com a erva de sua preferência (no meu caso de extrema urgência teve que ser mesmo com salsinha): tomilho ou manjericão e com tomatinhos holandeses.


Ficou bonita, mas não perfeita. Preciso praticar mais! Vejam como não brigou nem um pouquinho com o Cuz Cuz e a salada servidos de entrada no almoço em que estive. Que capricho!

domingo, 31 de março de 2013

The American Dream


Antes de falar na Páscoa - que teve início com este café da manhã diretamente trazido dos Estados Unidos dentro da minha mala - queria aproveitar o espaço do blog para fazer um desabafo, um protesto, um comentário (eu nem sei mais) sobre uma questão tão debatida nas últimas semanas: a mudança da legislação trabalhista no que tange aos empregados domésticos. Explico.
Não vou entrar no mérito da questão, nem tampouco fazer comparativos e cálculos. De jeito nenhum. A questão é bem outra, de fato. No caso deste blog é uma questão gastronômica! E também eu nunca tive quem me preparasse croissants como estes pela manhã - é fato. Croissants como estes, somente em muito boas padarias se encontram aqui no Brasil. E eu que adoro croissants... Já comi muito pãozinho em formato de meia-lua denominado croissant pela mera conveniência do estabelecimento comercial... Arght! Não estou clamando por empregadas, cozinheiras, mucamas... Mas apenas por croissants - por favor! 


Não nos seria bastante conveniente (em tempos de tanta incerteza jurídica quanto estes) ao menos um pouquinho do modo de vida americano? Vocês conseguem imaginar ir ao supermercado e comprar uma meia dúzia de latas (sim, latas!!!!) - os tipos de pão são tão variados quanto os de uma padaria - e obter este resultado final? Fantástico! Você precisa apenas pré-aquecer o forno, abrir a tal lata, dispor em uma forma refratária a massa (no caso dos croissants você precisa enrolar pequenos triângulos para obter o formato desejado - o que demora mais ou menos 2 minutos), assar a massa em fogo baixo até dourar e... pronto!
Os produtos da Pillsbury - que me foram apresentados pela querida Priscilla, minha prima que mora no Texas, são um verdadeiro sonho de consumo: práticos, baratos, e ainda gostosos. Vale a pena dar uma olhadinha no site! Nem parece verdade!

Fica a dica: Quando é que nossos supermercados vão deixar de praticar verdadeiros cartéis e vender somente meia dúzia de produtos, ainda por cima caríssimos? São muitos problemas... Não podemos culpar os supermercados, a nova lei das domésticas, os sindicatos... Eu sei! Pois, fiquemos com os croissants e com o meu desabafo. Afinal, uma cesta de croissants em 15 minutos - ao menos de vez em quando, é uma delícia!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pernil de Cordeiro e Pudim de Feijão Branco



Bom... pelo último post a esta altura vocês já sabem que eu ando às voltas com o livro da Mazzô... e, principalmente, com o objetivo de preparar todas as receitas (ou ao menos tentar!). Neste final de semana recebi minha família em casa para um almoço... e como já tinha um perfil de cordeiro no meu freezer... Escolhi esta receita: Pernil de Cordeiro de 7 Horas e o Pudim de Feijão Branco. Fiz algumas adaptações desta vez. Deixei o cordeiro desfiar como um Boef Bourguignon, ao invés de coar a marinada e fazer um molho para os pedaços, e adaptei as quantidades dos ingredientes do pudim, que me pareceram muito exageradas. Deu tudo certo. Ficou uma delícia. Então vou descrever o que eu fiz desta vez ao invés de reproduzir o conteúdo do livro... que mais uma vez aproveito para indicar! Que fotos lindas! 

Pernil de Cordeiro de 7 Horas

4 cebolas cortada em pedaços grandes
6 tomates em cubinhos
2 alhos porós em rodelas
6 dentes de alho descascados
1 cenoura média em rodelas
1 garrafa de vinho branco
1 pernil de cordeiro (2 - 2,5 kg)
1 bouquet garni (amarrado de ervas)
Óleo de milho ou girassol para fritar
2 litros de caldo feito com os ossos do cordeiro
(ou qualquer outro caldo de carne da sua preferência)

Inicie os trabalhos pela desossa do pernil, caso não tenha comprado já desossado (é bem mais fácil do que parece!). Faça um corte bem rente ao osso e vá "soltando"a carne com cuidado. Corte em cubos grandes e reserve. Com o osso retirado prepare o caldo.
Junte os tomates, os alhos porós, a cenoura, o vinho e a carne e deixe marinar por pelo menos 6 horas. Retire a carne da marinada, seque bem (esta parte é fundamental!), tempere com sal e pimenta. Em uma panela grossa, doure a carne em óleo quente. Reserve novamente. Coe a marinada e reserve o líquido. Refogue os legumes na mesma panela em que dourou a carne (limpe bem o fundo da panela para ganhar mais sabor). Acrescente a carne, o bouquet garni (o meu foi feito com salsinha, cebolinha, alecrim e louro) o líquido da marinada e o caldo de carne. tampe a panela e leve ao forno (180ºC ou menos) até que fique macio. Este processo depende  da carne e pode demorar entre 4 e 7 horas.  Retire a carne, coe o caldo e leve-o ao fogo novamente para obter um molho mais espesso ou, como eu, que deixei a carne literalmente "desmanchar no forno" sirva juntamente com a marinada, como na receita de  Boeuf Bourguignon. Sirva com o Pudim de Feijão Branco.

Como estava muito calor, mas muito calor mesmo, não fiz nenhuma entrada. Mas sim uma salada de rúcula, radicchio e mini tomatinhos bem colorida. O cordeiro, ainda mais preparado desta forma, é uma carne muito forte. Sinceramente... Eu estava torcendo para refrescar um pouquinho! 


Pudim de Feijão Branco

1 kg de feijão branco já cozinho
Azeite de Oliva
Alho, salsinha e tomilho
1 litro de molho béchamel
6 colheres (sopa) de queijo parmesão
5 ovos
Sal e pimenta do reino a gosto

Cozinhe o feijão até que fique macio. Refogue o feijão no azeite com o alho, a salsinha e o tomilho. Os grão devem se desmanchar, por isso, caso queira usar os grão na decoração do prato, reserve alguns. Unte uma forma de pudim com óleo ou azeite e forre-a com filme plástico. Reserve. Prepare o molho branco (béchamel), misturando partes iguais de farinha e manteiga e acrescentando 1 litro de leite aos poucos, para não "empelotar" (vou fazer um post sobre molho Béchamel - acabo de notar que não há um no blog!). Separe os ovos. bata as claras em neve. Junte o molho, o refogado de feijão, o queijo parmesão, as gemas e as claras em neve. Misture delicadamente. tempere com sal e pimenta (muito sal porque o feijão branco é levemente adocicado). Despeje a mistura na forma e asse em banho-maria (180ºC) por cerca de 45 minutos ou até firmar. Sirva em uma travessa redonda e enfeite com os feijões reservados e com salsinha.


Para finalizar o post, a foto da minha mesa posta (para a sua capacidade máxima!). Espero que gostem!


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bobó de Camarão da Mazzô


Este Carnaval foi mesmo uma delícia! Apesar da previsão de tempo catastrófica, pudemos aproveitar a praia, o mar, o sol de rachar... e, principalmente, a companhia dos amigos reunidos ao redor da nossa mesa! Cinco dias que pareceram mesmo "pequenas férias"... Espero que vocês tenham todos aproveitado também. O blog está em ritmo de férias ainda, com poucas receitas, mas sua cozinheira está de volta e com muita disposição! 

Foi a segunda vez que preparei esta receita de Bobó de Camarão, e já acho que vai se tornar um carro chefe lá na praia: Rápida, fácil e deliciosa! Perfeita para quem já está cansado do bobó de camarão tradicional... Bom, eu explico. O bobó é uma espécie de cozido, no qual todos os ingredientes são preparados e servidos juntos. Nesta receita, uma espécie de bobó "desconstruído", os ingredientes ficam todos separados. A apresentação fica mais sofisticada, os camarões ganham destaque e, ainda, cada "comensal"pode se servir da maneira como quiser... mais camarão, menos mandioca, mais molho, menos pimenta, e assim por diante.

A receita foi tirada do livro que ganhei de aniversário  da amiga já há muitos anos, a Aninha: "A Cozinheira e o Guloso". Estou literalmente devorando o livro! A Aninha é filha da autora, a cozinheira Mazzô França Pinto - que todo mundo conhece, é claro... E que até já inspirou outras receitas aqui do blog. Obrigada! Posso dizer que o livro, além de ter ótimas receitas é também uma boa leitura. O jornalista Thomaz Souto Corrêa escreve algumas histórias entre as receitas que encantam a quem quer que goste de boa prosa e de comer, é claro! Bom, vamos a receita, copiada fielmente do livro! Inicie o preparo pelo purê de mandioca.

Purê de Mandioca

1 kg de mandioca descascada e cortada
200ml de leite
100g de manteiga
100ml de leite de coco
Sal a gosto
Gotas de molho de pimenta

Cozinhe a mandioca em bastante água. Pique em cubinhos e reserve 1/2 xícara. Ferva o leite com 50g de manteiga e o leite de coco. Bata a mandioca no liquidificador com o leite quente. Despeje a mistura em uma panela em banho-maria. Tempere-a com sal, pimenta e o restante da manteiga. Mexa bem. Se necessário, aumente a quantidade de leite. Misture os pedaço de mandioca reservados ao purê e sirva com o bobó de camarão.

Bobó de Camarão à moda da Mazzô

1/2 litro de azeite de oliva
1 cebola grande picada em cubos pequenos
1 kg de tomates sem pele e sem sementes, picados
1/2 xícara (chá) de pimentão (verde ou vermelho) bem picadinho
Coentro, salsinha, cebolinha a gosto
1 litro de caldo de peixe ou camarão
1/2 vidro de leite de coco
2kg de camarões grandes e limpos (manter os rabinhos)
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Purê de mandioca (acima)
Pimenta dedo-de-moça para decorar
Azeite de dendê e leite de coco

Em uma frigideira aqueça 4 colheres de azeite e refogue a cebola, o tomate e o pimentão por 5 minutos. Junte as ervas e o caldo. ferva. Acrescente o leite de coco e deixe ferver novamente. Se necessário, corrija o tempero.Tempere os camarões com sal e pimenta-do-reino. Frite-os rapidamente no restante do azeite, por 3 a 4 minutos. mantenha aquecido e sirva com o purê de mandioca.

MONTAGEM: Coloque em uma travessa um pouco de molho, o purê de mandioca e os camarões. Regue com o restante do molho e enfeite com pimenta dedo-de-moça. Sirva o azeite de dendê e o leite de coco em duas molheiras a parte.


Fiz algumas adaptações: Por falta de pimenta dedo-de-moça, usei pimenta biquinho - que pode ser vista nas fotos. Também não bati o purê no liquidificador, mas sim com um mixer, que vai direto na panela. O caldo de camarões estava devidamente congelado em forminhas de gelo no meu freezer da praia, mas pode ser feito a partir do cozimento das cabeças e cascas dos camarões e alguns legumes e ervas. Como entrada servi casquinhas de siri e sobremesa... Cornetto!