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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Kibe Assado (da Noêmia)


A Noêmia é funcionária aqui de casa, me ajuda a cuidar da minha filha, cozinha, faz de um tudo. Meu verdadeiro braço direito! Logo que ela chegou, pedi que preparasse a sua especialidade. Um prato que tivesse certeza de que eu gostaria... É sempre uma boa técnica: antes de ensinar… aprender. Pois ela preparou este kibe assado que há muitos anos aprendeu a fazer com a mãe de uma antiga patroa - de família libanesa, pelo que entendi. Desde então a receita passou a integrar o menu da minha casa. Fácil de fazer, leve, e ainda pode ficar na geladeira para um aperitivo no final de semana, um lanchinho, ou mesmo para o jantar. Aprovado. Aprendi e - com uma certa ajuda na apresentação, não poderia deixar de colocar aqui no blog. Espero que gostem!

Kibe Assado

1 kg de carne moída
2 cebolas médias
1 1/2 xícara de trigo para kibe
1 maço pequeno de hortelã
2 colheres (sopa) de pinoli
Sal a gosto
1 fio de azeite

Coloque o trigo de molho para hidratar em uma tigela com água por 2 horas. Ele dobrará de volume. Reserve. Bata as cebolas em um processador de alimentos ou liquidificador. Acrescente o hortelã e o sal e bata novamente. Reserve. Coloque o trigo sobre um pano de prato, dobrando o pano como uma trouxa. Escoe toda a água até que o trigo fique seco. Misture a carne, o trigo, os temperos e o pinoli com os dedos até obter uma massa homogênea. Coloque em uma assadeira e regue com um fio de azeite. Leve ao forno em temperatura média até dourar. Sirva com uma fatia de limão e decore com folhas de hortelã.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Escabeche de Sardinha


A entrada preparada para o almoço do Dia das Mães foi o Escabeche de Sardinha. Tive que adaptar, afinal, a receita que recebi era de Escabeche de Atum - muito mais sofisticada. É bem verdade que eu estava com um certo receito em relação ao peixe… mas não é que me surpreendi? Foi devorado. Achei prático já que o prato pode (e deve) ser preparado com 3 dias de antecedência e também pode ser congelado.

Escabeche de Sardinha

1 kg de sardinha
4 cebolas
4 dentes de alho
1 maço de cheiro verde
2 folhas de louro
2 xícaras de azeite
Suco de 1 limão
(ou o volume equivalente de vinagre)
1 punhado de grãos de pimenta
(rose, preta e branca)
Sal e pimenta do reino


Limpe as sardinhas, retirando sua cabeça, barrigada, cauda e, tanto quanto seja possível, suas espinhas - que são realmente muito fininhas. Coloque-as em uma panela grande cobertas por água. Junte o limão ou o vinagre, sal e cozinhe por ao menos 30 minutos. Retire da panela e escorra a água. Reserve.
Esquente o azeite e acrescente a cebola cortada em meia lua (ou em rodelas), o alho em fatias, as folhas de louro e os grãos de pimenta. Cozinhe até dourar e jogue sobre as sardinhas. Reseve até esfriar e mantenha na geladeira por alguns dias para tomar gosto. Verifique o sal e a pimenta e sirva com torradinhas.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Lulas Bottagallo


Na última semana fui com duas amigas queridas jantar no restaurante Bottagallo - aquele restaurante de tapas italianas na Jesuíno Arruda. Pois então. Pedimos um prato deliciso (na verdade pela segunda vez) que resolvi tentar reproduzir em casa: Eis as Lulas Bottagallo! Minha escolha de entrada para o jantar de comemoração dos 1000 likes do blog no Facebook. Gostaram?

Lulas Bottagallo
8 lulas pequenas
6 fatias de bacon
1/2 maço de manjericão fresco
1 limão siciliano
6 tomatinhos cereja
Azeite
Sal e Pimenta do reino

Limpe as lulas, tirando a barrigada, cabeça e a pele. Reserve os tentáculos (ou chuveirinho!). Corte em anéis, deixando a "ponta da lula" inteira, como na foto (você deve fazer cortes leves com a faca, sem separar os anéis). Tempere com metade do limão siciliano. Frite o bacon e reserve. Doure no azeite em uma panela os anéis de lula até atingir a consistência adequada - em no máximo 5 minutos. Junte o bacon, os tomatinhos cortados na metade, e algumas folhinhas de manjericão. Misture para tomar o gosto. Sirva imediatamente. Decore com uma fatia do limão (que deve ser espremido sobre a lula) e folhas do manjericão.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Causa de Polvo


Como já se era de esperar... estamos completamente apaixonados pelas Causas! Desta vez, repeti a receita da Causa de Camarão e apresentei, como entrada, um Duo de Causas. A novidade foi a Causa de Polvo - invenção minha e que ficou deliciosa! Estava só esperando o Carnaval passar e o meu amor voltar de viagem para publicar... porque neste fim de semana há de haver um post novo... hummm: Comemoração dos 1000 likes no Facebook do ... de Salto Alto na Cozinha. Que felicidade! Obrigada, leitores!

Causa de Polvo

100g de purê de mandioquinha
2 tentáculos de polvo*
1 tomate
Coentro
2 azeitonas


Inicie o preparo pelo purê de mandioquinha, que deve estar frio na montagem do prato. Grelhe os tentáculos de polvo, depois de tê-los cozinhado levemente, e separe a ponta para decorar. Corte o restante dos tentáculos em fatias bem fininhas. Pique o tomate, sem casca e sementes, em cubinhos pequenos. Para montar, forre o fundo de um aro (para esta apresentação usei o menor tamanho de todos, de diâmetro aproximado 5cm) com duas colheres de purê de mandioquinha, acrescente uma camada de coentro picado (cuidado porque é mesmo forte!), uma camada das fatias de polvo, uma camada dos cubinhos de tomate, e cubra com mais uma camada de purê de mandioquinha. Decore com a ponta do tentáculo e uma azeitona preta. O duo de causas é sucesso garantido. Fácil de fazer (ainda mais porque você vai usar o purê de mandioquinha nas duas receitas) e tem uma apresentação digna de restaurante!

* o polvo normalmente é vendido inteiro, com a cabeça e tudo mais... claro. A dica é que, na feira, se você insistir um pouquinho, consegue comprar dois ou três tentáculos apenas. Lembre-se: o polvo encolhe muito com o cozimento, então para não ter surpresas, exagere sempre!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Causa de Camarão


Quando se fala em culinária peruana a primeira coisa que vem à mente são os Ceviches, claro. Até na hora de preparar um post para o blog foi neles que pensei primeiro. E não é que esta semana comprovei um pouco surpresa que, entre meus amigos, as Causas (é este mesmo o nome do prato!) eram totalmente desconhecidas? Então lhes apresento. Aqui em São Paulo há pelo menos dois restaurantes peruanos muito bons (que eu conheça, o Suri e o La mar), mas foi em Brasília, no restaurante Taypá onde comi pela primeira vez uma Causa. Indico sem restrições: o restaurante e as Causas. Desta forma, fui para o Peru prevenida. E em todos os restaurantes lá estava ela: majestosa. Também pudera! É um prato muito versátil - já que pode ser preparado "de mil maneiras, invente uma", isto é, suas variações são infindáveis, um prato no qual são usados os ingredientes locais tradicionais e de extrema qualidade - a base do prato é a batata amarela ou papa amarilla, e vi variações com camarão, polvo, caranguejo, dentre outros, e além de tudo, é um prato muito leve e refrescante, servido frio, como entrada ou prato principal. A Causa que decidi preparar primeiro foi uma reprodução da servida no restaurante El Mercado, em Lima - com exceção da batata amarela, que substituí por mandioquinha (que nada mais é que a batata baroa). No Peru há mais de 5000 tipos de batata. Não consegui encontrar!

Causa de Camarão

500g de mandioquinha
1 xícara de leite
1 colher (sopa) de manteiga
2 camarões grandes
1 limão
100g de kani kama*
1/2 abacate (guacamole)
2 tomates
2 tomates cereja
2 ovos
1 xícara de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de maionese
Q.B. de coentro


Cozinhe a mandioquinha até que fique macia. Descasque, amasse levemente, deixando pedacinhos e junte o leite e a manteiga. Cozinhe até obter um purê grosso. Reserve, deixando esfriar. Lave os camarões no limão e cozinhe-os no vapor com a casca. Coloque a casca do limão na água do cozimento para aromatizar. Retire a casca, deixando os "rabinhos". Limpe. Passe no processador de alimentos ou bata no liquidificador os kanis e o creme de leite até obter um creme espesso. Tempere com sal e pimenta. Cozinhe os ovos, descasque-os e corte em pedaços. Junte a maionese, sal e pimenta e misture, até obter a consistência da maionese.Corte os tomates e o abacate em pedaços pequenos: tomates em cubinhos, abacate em fatias finas. Montagem: em um aro redondo médio (8 cm), coloque uma camada de pure, uma camada de abacate, uma camada de tomate, uma camada farta de creme de kani e uma camada de purê para finalizar. Decore o topo com duas colheres da pasta de ovos, coentro e um tomate cereja.


* Na receita original este creme é preparado com carne de caranguejo. Foi uma troca razoável financeiramente e eu não hesitaria em fazê-la novamente. O preço do Caranguejo está do Peru! rsrsrs

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Coquetel de Camarão


O Coquetel de Camarão foi moda nos anos 70. Resistiu bravamente aos anos 80, quando ainda era servido em nas mais finas residências, e em ocasiões especiais. Aposto que vocês se lembram! Nos anos 90 passou a ser considerado cafona - porque tudo o que é demais cansa... Até que, finalmente, está de volta. Tenho visto versões minimalistas do coquetel circulando nas festas ultimamente. Vocês não? O importante é que é muito gostoso, fácil de se preparar, visualmente interessante e, como todo mundo sabe, brasileiro é louco por camarão. Acha podre de chique! Sucesso garantido, especialmente se você quiser dar um ar retrô ao seu jantar. Obrigada, tia Lucinha, por me emprestar as taças e ceder a receita original da sua mãe!

Coquetel de Camarão

4 camarões grandes
300g de camarão médio
1/2 cebola 
2 limões
Sal

Lave os camarões com água e limão e retire somente a cabeça, deixando a casca - o que faz com que diminuam menos durante o cozimento. Em uma panela média, cozinhe-os rapidamente juntamente com a cebola, um pouco de suco de limão e sal ou, se preferir, cozinhe-os no vapor (em panela apropriada) colocando a cebola e o limão cortado ao meio na água sob os camarões. Retire a casca, limpe bem e reserve. Deixe o "rabinho" dos camarões grandes para finalização. Reserve um pouco do caldo do cozimento para o preparo do molho.

(para o molho)
1 xícara de creme de leite fresco
8 colheres (sopa) de ketchup
4 colheres (sopa) de maionese
1 colher (chá) de suco de limão
1 colher (sopa) de caldo de camarão
2 colheres (sopa) de conhaque
1 colher (sopa) de vinho branco
1/2 colher (café) de açúcar
1/2 colher (café) de sal

Junte os ingredientes do molho e misture bem. Você deverá experimentar para acertar o sal e o açúcar. Preparei a maionese em casa. Basta bater com um fuet uma gema de ovo, um fio de azeite e um fio de óleo até atingir a consistência de maionese. Acrescente um pouco de mostarda Dijon para deixá-la mais saborosa. Sirva sobre uma camada de gelo, com os camarões menores imersos no molho e os maiores apoiados na beirada da taça. caso deseje, decore com salsinha ou cebolinha francesa.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ceviche Clássico


Depois de longas e mais que merecidas férias, o blog volta com uma receita rápida de se preparar e que está na última moda: o Ceviche Peruano. Fresquinho, já que acabamos de voltar de Lima - o atual destino gastronômico da América do Sul. O Ceviche é um prato tradicional que tem como base o peixe branco "cozido" no limão. Deste "cozimento" se origina o leite de tigre - que é este caldinho que vocês podem ver na foto, que nada mais é que o líquido da marinada do peixe, consistindo principalmente de limão. Os ingredientes obrigatórios no ceviche são a cebola roxa, a pimenta (de preferência uma não muito ardida, como a piri piri peruana) e o coentro. Existe uma infinidade de variações: polvo, camarão, lula e outros peixes como atum e salmão podem ser usados, bem como os ingredientes típicos peruanos, como o milho, a batata doce ou abacate. Esta receita é bem básica, já que foi a primeira que preparei. Espero que primeira de muitas. Como em toda culinária peruana, o segredo está no frescor e qualidade dos ingredientes.


Ceviche Clássico

300g de peixe branco cortado em cubos
Suco de 2 limões
1/2 cebola roxa
Coentro
Pimenta dedo de moça
1 xícara de milho verde
1 batata doce
Sal

Corte o peixe branco em cubos médios. Escolha um peixe branco e com pouca gordura para começar. Eu escolhi a corvina. Coloque em uma tigela. Acrescente os ingredientes secos, isto é, o coentro, que deve ser acrescentado conforme o gosto do freguês (já que tem muita gente que detesta!), a cebola roxa, a pimenta e o sal. Regue com o suco de limão e misture. Após alguns minutos, você observará que o peixe vai começar a ficar mais branco - o que significa que está cozinhando. Acrescente o milho e experimente o leite de tigre para verificar o sal e a acidez. Se estiver muito ácido, basta acrescentar um pouquinho de água. Como o ceviche é um prato muito fresco, acrescente na tigela, juntamente com o peixe, uma pedra de gelo. Isto vai garantir que o peixe permaneça gelado, assim como os demais ingredientes. Sirva para acompanhar a batata doce cozida e, claro, um bom Pisco Sour como o da foto, preparado pelo meu marido.



domingo, 22 de dezembro de 2013

Shimeji e Shitake na Manteiga


O Shimeji e o Shitake preparados desta maneira são velhos conhecidos dos frequentadores assíduos de restaurantes japoneses. O Shimeji especialmente. O preparo de ambos (idêntico, daí eu incluí-los em uma mesma receita) não tem mistério - sugiro apenas que as pequenas dicas sejam seguidas (e não omitidas da receita) já que fazem toda a diferença. Recomendo também comprar os cogumelos na Liberdade - além de ser um passeio ótimo, claro, comprar na Liberdade vale a pena pelo preço e variedade de cogumelos. Desta vez comprei Shimeji branco, Shimeji preto e Shitake.  O eleito mais gostoso foi o Shimeji branco.

Cogumelos na Manteiga

400g de shitake ou shimeji
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de saquê culinário (mirim)
2 colheres (chá) de acúcar
2 colheres (chá) de molho de gergilim
2 colheres (sopa) de cebolinha
Wasabi a gosto

Lave bem os cogumelos. No caso do Shimeji, que vem em tufos, separe as pétalas e descarte o caule, já com o Shitake, corte em fatias finas. derreta a manteiga em uma panela (de preferência uma wok, mas não é fundamental) e acrescente os cogumelos. Deixe refogar até que comecem a disprender um pouco de líquido. Junte o shoyu e o saquê (que deve ser o culinário, já que é licoroso). Deixe reduzir levemente e acrescente o açúcar e o molho de gergelim. Desligue o fogo e acrescente a cebolinha picada e o wasabi. Sirva imediatamente!

domingo, 10 de novembro de 2013

Pulpo a Feira (Polvo a Galicia)


Sexta é dia de feira aqui do lado de casa. Como estou ainda um pouco atrapalhada por causa do bebê, é meu marido quem tem ido à feira toda a semana. E não é que pela segunda vez ele trouxe para casa... POLVO! Estava determinado a descobrir a sua melhor técnica de cozimento - ele é louco por polvo, e uma das pessoas mais teimosas que eu conheço. Sim, há controvérsias... mas ele está convicto que com este Polvo a Feira (ou Polvo a Galicia) ele finalmente conseguiu.
Como em muitos e muitos casos, a técnica mais parcimoniosa foi a melhor sucedida. Devido às controvérsias (eu achei o polvo da semana passada mais gostoso!), decidi apresentar e comparar as duas técnicas para a sua apreciação e, por que não, abrir os comentários para outras sugestões. Já ouvimos  de um tudo: que o polvo devia ser cozinhado junto com uma batata, para determinar seu ponto de cozimento e também que o polvo deve ser cozido sem água nenhuma... já que ele solta muita água.  Sugestões não faltaram! Vejam o que tentamos nos últimos finais de semana e as vantagens:
Polvo a Feira

Para preparar o Polvo a Feira utilizamos a técnica da panela comum. O polvo foi colocado na panela com um pouco de água (água suficiente para cobrir o polvo) e cozido em fogo alto por 25 minutos. Pronto. Tire o polvo da panela, separe a cabeça e corte os tentáculos em iscas como as da foto. Tempere com páprica picante (esta nossa foi trazida da Hungria e é top!), sal e pimenta do reino e um fio de azeite. Sirva imediatamente.




domingo, 9 de junho de 2013

Carpaccio de Haddock da tia Lucinha


E voilá: a entrada do almoço de hoje! Pode parecer incrível, mas minha madrinha (a tia Lucinha) costuma servir uma versão desta entrada no horário do almoço, durante a semana, quando almoço na casa dela... Que prestígio o meu! Digo versão porque lá, a receita é preparada com salmão defumado e ovas de salmão... e estes ingredientes eu substituí. Pois é: os ingredientes principais! Eu já tinha em casa algumas gramas de carpaccio de haddock congelado (recomendo fortemente estas embalagens individuais da Damm, tanto de salmão quando de haddock) e ovas de Mujjol... E o espírito da receita foi mantido - o que é o mais importante. Uma entrada sofisticada e que fica pronta em menos de 10 minutos. Vai impressionar os seus convidados! Assim que eu tenha oportunidade repito a receita tal qual, tia Lucinha. Não se preocupe!

Carpaccio de Haddock da tia Lucinha

(para 4 pessoas)

8 Batatas pequenas
4 colheres (sopa) de creme de leite leve
1 colher (sopa) de azeite
200g de carpaccio de haddock
1/2 limão siciliano
2 colheres (sopa) de ovas
Sal e Pimenta do reino
Dill ou endro para decorar

Cozinhe as batatas até que fiquem macia. Descasque-as com a ajuda de uma faca curva, para que fiquem iguais entre si. Leve as batatas descascadas ao forno por alguns minutos para que dourem, junto com o azeite, sal e pimenta do reino. Reserve, deixe que esfriem. Misture bem o creme de leite e o suco do limão, evitando que o creme de leite talhe. Monte cada prato com três ou quatro fatias de haddock e duas ou três batatas. Cubra com o molho e decore com as ovas e o dill.

Papillote de Queijo Brie e Tomates Confitados


Nesta semana eu e meu marido comemoramos 4 anos de casados. O tempo passa! Fomos jantar no La Cassarole - aquele restaurante super tradicional que fica no Largo do Arouche e deve ter, pelo menos, 50 anos de idade. Pois então. Histórico. Uma oportunidade para experimentar os clássicos da culinária francesa, executados a perfeição e ainda... com o clima de uma noite em Paris nos anos 70.
Foco: a entrada que pedi foi um Papillote de Queijo Brie (de cabra) com Legumes Confitados (beringela, tomate, alho...). Inesquecível. Tive que fazer uma versão, ainda que simplificada, hoje mesmo para o almoço com os amigos que preparamos em casa. O menu segue nos próximos posts... Agora este - que é tão fácil de preparar e surpreende - é a dica que hoje. Não deixem de ir no La Casserole!

Papillote de Queijo Brie e Tomates Confitados

1 queijo Brie
2 ramos de tomates cereja
4 dentes de alho
3 colheres (sopa) de azeite
Ramos de tomilho ou alecrim
Pimenta do reino
Sal trufado

Lave bem os tomates, sem deixar que eles se soltem do ramo. Coloque em uma assadeira ou refratário, juntamente com os dentes alho (não descasque totalmente ou até mesmo deixe o alho inteiro), tempere e leve ao formo em temperatura bem baixa até que o tomate e o alho quase se desfaçam (no meu forno demorou por volta de 20 minutos). Coloque o queijo Brie sobre um papillote feito com papel alumínio (é só dobrar um envelope!), cubra com os tomates e os dentes de alho, e leve ao forno por alguns minutos, até que o queijo fique macio. Sirva imediatamente com pão bem fresquinho!





quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ragú de Cogumelos


Acho que esta época do ano, quando começa a esfriar, é quando eu me realizo plenamente na cozinha. Tenho desde pequena uma preferência descarada por comidas bem quentes e, especialmente, bem macias, daquelas que você nem precisa cortar! E há no mundo coisa mais comfort? Quanto mais no frio...
A polenta é uma receita rápida e fácil, que só tem o inconveniente de ter que ser preparada na hora de servir. Uma vez que Você acerte o ponto - em especial quando o objetivo é uma polenta cremosa, como esta , não erra nunca mais. É só ferver a quantidade indicada na embalagem de água salgada, acrescentar o fubá lentamente, mexendo sem parar para evitar a formação de grumos, e temperar com sal (eu usei sal trufado), pimenta e, caos você queira, um pouquinho de manteiga. Há aqueles que preparam a polenta com caldo de galinha ou carne. Eu preparo somente com água. Em uns 10 minutos mexendo sem parar ela fica pronta. Você deve observar a consistência. Mas cuidado: basta esfriar um pouco para que ela endureça! Você pode servir a polenta com o molho de sua preferência (os ragús são os campeões de bilheteria!). Este prato pode ser uma entrada - como vemos tantas vezes nestes casamentos mais modernos, ou como prato principal.

Ragú de Cogumelos

1 colher (chá) de azeite)1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola pequena cortada em cubinhos
300g de cogumelo Shitake 
200d de cogumelo Shimeji comum
200g de cogumelo Shimeji Branco
1 xícara de vinho branco
1 xícara de salsinha picada
Nóz Moscada
Sal e pimenta do reino

Limpe bem os shimejis, descartando a base da cada um dos talos. Corte os Shimejis em tiras grossas, descartando o também o talo. Lave bem! Aueqeça o azeite e derreta a manteiga sobre ele, para que não escureça. Acrescente a cebola picada e deixe cozinhar até que fique macia. Junte os cogumelos e refogue. Acrescente a xícara de vinho e cozinhe até reduzir. tempere com sal, pimenta e bastante nóz moscada. Finalize com a salsinha. Sirva sobre a polenta ainda bem quente!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Terrine de Tomate Fresco


Nesta Páscoa fomos convidados para almoçar na casa de amigos. Eu acordei às 6h00 para fazer esta Terrine de Tomates, já que voltamos da praia no sábado à noite. Uma correria. Ela é fácil de preparar e - como vocês já devem ter notado, também uma receita do livro da Mazzô, que aos poucos vai ser executado de cabo a rabo! Achei uma ótima idéia para se levar a um almoço, já que ela tem uam apresentação linda, mas é muito neutra, podendo ser acompanhada por uma salada verde. Impossível destoar do menu da casa alheia!!!!

Terrine de Tomate Fresco

8 folhas de gelatina
2 kg de tomates frescos  e bem vermelhos, sem pele e sem sementes
Sal a gosto
450ml de caldo de galinha ou carne (eu usei de legumes)
75ml de vinagre de framboesa (eu usei balsâmico)
2 dentes de alho picados
2 ramos de tomilho
1/2 colher (chá) de pimenta do reino em grãos


Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria. Retire a pele dos tomates (eu costumo cozinhá-los um pouco em um panelão até a pele soltar), corte-os em quatro pedaços e  retire as sementes. tempere-os com sal e deixe-os em uma peneira para escorrer. leve ao fogo o caldo (de galinha, carne ou legumes...), o vinagre, o alho, o tomilho e os grãos de pimenta por 5 minutos até reduzir. Retire a gelatina da água, espema e dissolva no caldo. Deixe esfriar. Forre a forma de uma terrine (ou mesmo de bolo inglês) com filme plástico. Coloque uma camada de caldo e uma camada de tomates (esta será a parte de cima da sua terrine) e coloque para gelar. Distribua os tomates e o caldo, alternando as camadas, até completar a forma. Cubra com o filme plástico, aperte bem, coloque um peso em cima e leve para gelar. Demora pelo menos umas 6 horas para atingir a consistência certa. Desenforme na hora de servir. Decore a forma com a erva de sua preferência (no meu caso de extrema urgência teve que ser mesmo com salsinha): tomilho ou manjericão e com tomatinhos holandeses.


Ficou bonita, mas não perfeita. Preciso praticar mais! Vejam como não brigou nem um pouquinho com o Cuz Cuz e a salada servidos de entrada no almoço em que estive. Que capricho!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Coalhada Seca



Nesta quinta-feira fizemos em casa o primeiro "Natal dos Amigos". Espero sinceramente que se torne uma tradição. Divertido! E ainda uma ótima oportunidade para comemorar (ainda que incidentalmente) o meu aniversário com os amigos. Fazer aniversário dia 24 de dezembro não é bolinho! Definimos a temática do jantar a partir da especialidade da chef convidada de hoje no ... de Salto Alto na Cozinha, a Dani Perdigão Feres, do blog Nice and Cool Tips - que desde o casamento já tratou de aprender os clássicos da culinária árabe (podem esperar mais receitas dela!). Ela preparou em casa esta coalhada. Um Natal do Oriente Médio! Delícia. Para mim ainda parece uma receita muito complicada, mas ela garante que é muito fácil de preparar. Sinceramente: assim que eu voltar do Ano Novo vou tentar fazer. Ficou perfeita, leve e muito saudável. A coalhada seca pode ser comida temperada com azeite, sal e pimenta síria, com um pãozinho sírio, no aperitivo, pode ser utilizada em um diversas de receitas (como sopa de beterraba, recheio para quibes...) e pode ainda ser comida sem o tempero, como um iogurte (o verdadeiro Iogurte Grego!) com mel e granola. Chega de propaganda, e vamos à receita. Obrigada, Dani! Sua coalhada e seu hommus foram um sucesso, e os "restinhos" estão sendo devidamente apreciados aqui em casa!


1. Panela vedada com filme plástico; 2. Coalhada fresca sobre peneira e pano de prato; 3. Coalhada fresca "embrulhada" a caminho da geladeira; 4. Coalhada seca depois de escorrido o soro.

Coalhada Seca

2 litros de leite tipo B integral
1 colher (sopa) de leite em pó
1 pote de coalhada

Em uma panela grande, ferva os dois litros de leite até o ponto imediatamente antes da fervura. Desligue o fogo e deixe descansar até que a temperatura ideal para coalhar seja atingida, isto é, até que você consiga mergulhar um dedo no leite e contar até 10. Acrescente o leite em pó (leite Ninho) e a coalhada (pode ser aquela da Vigor, vendida em um pote semelhante ao pote de iogurte). Misture bem e tampe a panela. Com um filme plástico, envolva a panela completamente, de modo que fique vedada (observe a foto). Pré-aqueça o forno por 3 minutos. Desligue o forno, coloque a panela dentro, e deixe descansar, ainda vedada, pelo período de um dia. Ao final desta etapa do processo você obtém a coalhada fresca, com consistência de iogurte espesso.
Para obter a coalhada seca, encaixe um coador sobre um recipiente grande e revista-o com um pano de prato limpo. Despeje a coalhada fresca sobre o pano e amarre as suas pontas (observe a foto). Leve à geladeira pelo período de um dia para que o soro seja escorrido. Ao final desta segunda etapa você obtém a coalhada fresca. Uma delícia!

As fotos do preparo foram retiradas do blog da Dani. Ela preparou também o hommus no fundo da foto!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Baby Lulas



Faz já algum tempo, mas demorei para postar porque as fotos foram improvisadas, tiradas no iPhone. Estava esperando fazer a receita outra vez, novas fotos... Mas concluí que baby lulas iguais a estas, ganhadas de presente no restaurante Joãozinho, na Ilha Bela, impossível! O dono do restaurante pede para os pescadores da Ilha separarem as lulas menorzinhas para ele, e as prepara prepara com vários molhos diferentes: um melhor que o outro. Entrei na cozinha, aprendi a fazer... e de quebra ganhei um saco de baby lulas para levar para casa! Não podia ser diferente: viramos fregueses no ato. Ir no Joãozinho já virou programação oficial na nossa casa de praia... ainda mais porque logo na frente do restaurante tem um deck, e a cerveja (uma raridade) tem preço totalmente honesto. Não precisa nem dizer que foi saindo do Joãozinho que eu quebrei o meu pé. Baby Lulas ao Vinagrete, pãozinho e caipirinha de Carambola. Dia perfeito.

Baby Lulas ao Vinagrete

350g de lulas pequenas
50g de alho triturado
200g de cebola picada
Salsinha
1/4 xícara de vinho banco
1/2 xícara de azeite

Limpe as lulas e tempere-as com limão, sal e pimenta. Reserve. Aqueça o azeite. Em uma frigideira grande doure o alho e a cebola. Coloque as lulas na frigideira e refogue por aproximadamente 5 minutos. Junte a salsinha, o vinho branco. Misture bem e deixe reduzir o vinho. Sirva imediatamente acompanhado de fatias de pãozinho fresco.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Caviar Plate - aniversário de 3 anos de casamento


Demorou um pouco... mas finalmente me organizei para postar as fotos da comemoração do meu aniversário de 3 anos de casamento (foi há uma semana!). Fomos jantar fora (afinal, quem gosta de cozinhar precisa sempre de inspiração), mas o brinde e o aperitivo antes de sairmos foi aqui em casa. 
Compramos recentemente um potinho de caviar (ovas de Mujjol recomendadas pela Bruna do blog Gourmandisme), e esta a oportunidade de finalmente utilizá-lo. O Caviar verdadeiro, como vocês sabem, são ovas de Esturjão - invariavelmente caríssimas. As ovas de Mujjol são uma alternativa mais em conta, e de qualidade muito superior às ovas de Lompe - que tanto vemos nos supermercados (sabem aquelas com potinhos vermelhos e pretos, bem pequenas?). Ótima pedida para o Dutty Free. Mais resistentes, as ovas de Mujjol não se rompem com facilidade, "manchando" a comida de preto como as ovas de Lompe (que eu não vou comprar nunca mais).
Como se tratava de uma degustação... Resolvi servir as da forma mais tradicional possível (a alternativa para os blinis), com estas torradinhas retangulares ou Toast Points. Na foto acima vocês podem ver um canapé "montado" na hora por mim. Abaixo como dispor os ingredientes e a sua descrição:


Caviar: o Caviar deve ser servido sempre sobre uma camada de gelo. se você não tiver um porta caviar de prata não tem problema nenhum. É a primeira vez que uso este meu em 3 anos, então vê-se que não é lá um bom investimento! - Coloque um bowl com gelo e encaixe dentro a própria latinha ou potinho. Outra dica: o caviar não pode entrar em contato com metal. Ou seja: não use colheres de prata. As minhas são de osso. Lindinhas.

Cebola Roxa: Pique bem miudinha (sem segredo!). Mas tem que ser a roxa.

Ovos Cozidos: Cozinhe os ovos por pelo menos 12 minutos. escasque-os sob a água fria. Separe as claras das gemas. Sirva separadamente, cortando em pedaços pequenos.


Cebolinho: Ou cebolinha francesa. Pique em pedaços pequenos.

Creme Azedo: No Brasil não é vendido creme azedo. Eu costumo misturar algumas gotinhas de limão no creme de leite fresco, misturar delicadamente, e deixar descansar até que alcance a textura de creme.

Toast Points: Corte pedaços de pão de forma comum no formato de triângulos, separando a casca. Espalhe um pouco de manteiga e leve ao forno até dourar. faça o mesmo com o outro lado.

Champagne: Não pode faltar!!!!

Espalhe um pouco de creme azedo nas torradas, então  um pouco de cebola roxa e um pouco que clara e de gema de ovos. Finalmente uma colher farta de ovas... e decore com o cebolinho. Prontinho!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tarte Tatin de Tomates


Esta Tarte Tatin de Tomates foi uma verdadeira realização. Sério. Eu conto porquê. Toda vez que vou ao Santa Luzia, vejo no balcão de antepastos (e também de algumas comidinhas prontas, maravilhoso) uma certa torta de tomates. Já comprei duas vezes até, achando a coisa mais linda do mundo, e me perguntando... Como? Como eles conseguem estes tomates tão lindos? Não é possível! Pois foi na sexta, passeando pela feira, que me deparei com um "cacho"de tomates holandeses e não tive dúvida: Só podem ser estes. Mistério resolvido. Ficou idêntica! E ainda rendeu um azeite de tomates... delícia.

Tarte Tatin de Tomates

1kg de tomates holandeses
6 ramos de alecrim
6 ramos de tomilho
3 pitadas de sal trufado
1 pitada de pimenta do reino moída
150ml de azeite de oliva
150g de massa folhada

Pré-aqueça o forno a 180 ºC. Coloque os tomates em um refratário fundo, tempre com o sal e a pimenta. Cubra com o azeite e junte os ramos de alecrim e tomilho. Leve ao forno por 90 minutos, abrindo a porta cada meia hora para mudar os tomates de posição (delicadamente para que não se desfaçam). O cheiro é inebriante! Pronto. Você já tem tomates confitados - que podem ser usados, além de no preparo de uma Tarte Tatin de Tomates, como aperitivo, servidos com uma Muzzarela de Búfala, ou mesmo como molho de uma massa delicada. Deixe os tomates arrefecerem completamente e leve à geladeira, juntamente com o azeite, de um dia para o outro. Escorra os tomates com uma peneira. Não descarte o azeite (ele pode ser usado para temperar uma salada ou como um apetitivo). Coloque-os em uma forma pequena, bem "apertadinhos" - como na Foto 2. Abra a massa folhada seguindo as instruções da embalagem. Corte um disco de massa um pouco maior que o recipiente escolhido para os tomates (a massa encolhe quando assada!). Coloque alguns grãos de feijão sobre a massa (para que ela não cresça) e asse em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos. Deixe a massa esfriar completamente e, com cuidado, desenforme os tomates sobre ela. Decore com um ramo de tomilho e está pronta!


Foto 1

Foto 2

sábado, 12 de maio de 2012

Mousse Salgada de Abacate


Mousse Salgada de Abacate

2 1/2 xícaras de abacate em pedaços
1 cebola média em pedaços
2 xícaras de maionese
1 pacote de gelatina incolor
suco de 1/2 limão
1/2 colher (café) de pimenta do reino
1 colher (café) de sal
1 xícara de salsinha

Bata o abacate, a cebola a maionese e o suco de limão no liquidificador. Acrescente a gelatina (preparada conforma as instruções da embalagem) e pulse mais uma vez. Tempere com sal e pimenta e verifique. Acrescente a salsinha, reservando uma parte para decorar. Coloque em uma forma de tubo (daquelas para pudim), untando levemente com óleo ou azeite. Leve à geladeira por pelo menos 4 horas até firmar. Desenforme e sirva com uma salada e um molho vinagrete. Decore com o restante da salsinha. Uma delícia e tão fácil de preparar quanto a Mousse de Atum. Parece uma guacamole! Eu usei o abacate "avocado", que estava lindo e pediu para que eu o levasse para casa, mas você pode também usar o abacate comum.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sopa de Abóbora e Gengibre


Aproveitei o friozinho de ontem a noite para fazer a primeira sopa do ano... e que delícia. Já postei a receita de uma sopa de abóbora aqui no blog - mas garanto que o gengibre desta faz toda a diferença. Ficou muito mais leve. Deu até para acompanhar com um pouquinho de bacon! A abóbora que usei foi a Abóbora seca. Fiquei curiosa e fui buscar aprender na internet os diferentes tipos de abóbora existentes no Brasil. Depois da receita uma imagem e uma breve descrição de cada tipo de abóbora. Sabe o que eu descobri também? Que as abóboras são da mesma família do melão e do pepino. Ah... Fez todo o sentido do mundo!

Sopa de Abóbora e Gengibre

1 pedaço grande de abóbora seca
6 fatias de gengibre
1 colher (sopa) de azeite
1 dente de alho amassado
1 xícara de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de requeijão
Sal
Pimenta do reino

Coloque a abóbora, cortada em pedaços grandes e com casca, em uma panela de pressão coberta por água. Cozinhe por aproximadamente 40 minutos. Retire a casca. Junte as fatias de gengibre e bata no liquidificador (ou use mixer e obtenha a mesma textura na panela mesmo). Refogue o alho amassado no azeite e acrescente à mistura. Cozinhe por alguns minutos em uma panela grande até borbulhar. Antes de servir misture o creme de leite e o requeijão, misturando bem. Acerte o sal e a pimenta e sirva acompanhado por bacon torradinho ou por alguma erva da sua preferência (tipo salsinha).

Sobre as abóboras: (informações retiradas do site do Dr. Deo Freitas)



ABÓBORA DE PESCOÇO ou ABÓBORA SECA é a mais comum no Brasil e a maior, chegando a pesar até 15kg. É alaranjada, tem textura fibrosa e é mais úmida. Pode ser utilizados em pratos doces, salgados, bolos e massa de pão. Pode ser consumida crua, ralada fina, em saladas. Melhor época de janeiro a outubro.

MINI MORANGA integra um conjunto de espécies híbridas pequenas, com vários formatos e cores, usadas para ornamentar arranjos e enfeites. Também serve de recipiente para porções individuais de receitas diversas. Melhor época: de fevereiro a maio.


PAULISTA na verdade é uma abóbora seca colhida precocemente, idêntica à menina brasileira, só que o seu tamanho não passa de 1,5kg. Também pode ser usada em sopas, refogados e doces variados. Melhor época de julho a setembro.


MORANGA tem o gosto mais delicado e a consistência menos densa. Sua polpa alaranjada é utilizada em refogados e sopas e a sua casca é um ótimo recipiente para sopas ou o conhecido Camarão na Moranga. Melhor época para compra: de fevereiro a maio.


BRASILEIRINHA apresenta uma casca verde e amarela. Pode ser consumida antes de amadurecer, em refogados, quando apresenta uma polpa verde, ou madura, já com o interior alaranjado.


ITALIANA a mais famosa. Pode ser recheada, refogada, grelhada ou consumida em sopas, cruas ou cozida no vapor. Melhor época: de junho a janeiro.


ABOBRINHA-MENINA-BRASILEIRA esta variedade fica ótima em refogados. Melhor época de outubro a julho.


JAPONESA, CABOTIÁ ou CABOTIAN é bem mais consistente e menos úmida, é híbrida da abóbora seca e da moranga e originária do Japão. Esta abóbora tem um sabor delicado, ideal e bastante usada principalmente na preparação de pratos salgados como purês, cremes, recheios e nhoque. Melhor época: de janeiro a novembro.


ABÓBORA DO CAMPO tem o formato de uma pêra imensa, com numerosas sementes. A polpa é alaranjada com sabor mais doce e um requisitado ingrediente para fazer doces, pães e bolos.


ESPAGUETE é também chamada de gília é uma abóbora com um alaranjado mais pálido e que, depois de cozida, a sua polpa se separa como se fosse longos fios de espaguete. Muito usada em pratos salgados.


ABOBRINHA-LIBANESA espécie híbrida que fica saborosa quando recheada, refogada ou cozida no vapor. Melhor época de junho a janeiro.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Casquinha de Siri


Estas casquinhas de siri foram a entrada para o jantar descrito no post abaixo (jantar dos afilhados). Ficaram leves e saborosas! A minha inspiração foram as casquinhas preparadas pela minha cunhada Fernanda na última terça feira... que estavam deliciosas - mas com algumas adaptações. Eu não resisto! A apresentação com um pedacinho de limão e as pimentas Biquinho ficaram demais.

Casquinha de Siri

2 colheres (sopa) azeite
2 tomates 
1 cebola grande
500g de carne de siri
1 vidro de leite de coco
1 ciabatta pequena
2 ovos inteiros
3 colheres (sopa) de salsinha
Sal e pimenta do reino
3 colheres (sopa) de farinha de rosca
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado

Corte o pão em pedaços pequenos e deixe de molho no leite de coco. Pique a cebola em pedaços miúdos. Tire a pele e a semente e corte em cubinhos o tomate. Aqueça o azeite, doure a cebola e refogue os tomates. Junte a cerne de siri desfiada (e previamente descongelada) e cozinhe por aproximadamente 5 minutos. Junte o pão e o leite de coco, mexendo até homogeneizar. Acrescente as gemas e as claras batidas em neve, Verifique o tempero e desligue o fogo. Acrescente a salsinha. Coloque o preparado em casquinhas (aquelas conchas de plástico vendidas no supermercado) ou em qualquer recipiente individual que possuam. Polvilhe com farinha de rosca e queijo parmesão ralado. leve ao forno até gratinar. Sirva imediatamente com limão e a pimenta de sua preferência.