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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Congelando ervas



Há muito tempo algumas fotos desta técnica de congelamento de ervas circularam pela internet. Não consigo mais me lembrar da fonte, é claro, mas bastou sobrarem em casa vários ramos de alecrim e meio maço de mangericão para que eu resolvesse resgatá-la. Costumo consevar salsinha e cebolinha picadas em meu freezer em pequenos sacos e também já tentei congelar alecrim e tomilho… sem muito sucesso. Realmente só dá para fazer com salsinha e cebolinha que são usados no dia a dia. 
Procurei pela internet e encontre pelo menos cinco diferentes técnicas de congelamento de ervas - dentre as quais está a minha antiga - que é simplesmente colocá-las no freezer e esta, que apresentarei agora. Vi também uma sugestão para se usar cubos de gelo e água… Mas ainda preciso testar. 
O resultado de congelar as ervas no azeite foi realmente surpreendente. Quando usadas em uma receita  (uma semana depois de congeladas) pareciam frescas - Muito prático! É claro que usar as ervas frescas de verdade é infinitamente melhor… Mas quem nunca terminou um final de semana com a geladeira cheia de ervas e sem nenhum uso para elas? Ou quem nunca decidiu preparar um preto especial e só no último minuto notou que estava sem alecrim em casa? É só colocar a técnica em prática!

  1. Limpe bem as ervas, separando as folhas e descartando os caules;
  2. Lave-as e deixe-as secar sobre papel de cozinha absorvente; 
  3. Coloque as folhas em uma forma de gelo, misturadas ou separadas conforme a sua preferência;
  4. Cubra a forma com azeite (o que testei), óleo (quase não uso na cozinha) ou manteiga clarificada (um pouco mais complicado);
  5. Leve as formas ao freezer;
  6. Quando congeladas as ervas, retire os cubos da forma e armazene em sacos plásticos ou em recipientes próprios para congelamento com tampa. Cubos (de gelo, ervas, caldo - o que que que seja) podem pegar odores desagradáveis da geladeira e nunca devem ser mantidos nas formas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Papinhas Gourmet

Carne, macarrão, beterraba, feijão branco e quinoa
Peixe, mandioquinha, abobrinha e grãos de trigo
Até o último minuto fiquei na dúvida de se deveria postar as fotos que eu vinha tirando das papinhas da minha filha aqui no blog. Papinha é comida? Combinação de ingredientes é receita? Resisti bravamente até que as amigas com filhos pequenos começaram a pedir… e eu pensei: "Não foi justamente este o motivo de eu começar a fazer o blog?". Pois então vou cometer este pequeno deslize gourmet e fazer um post sobre as comidas que venho preparando para a Luísa. E um post é o suficiente, porque não há nada mais fácil que preparar uma boa papinha...

Carne, arroz de sete grãos, brócolis e grão de bico
Frango, polenta, agrião e lentilha
A alimentação dela, seguindo a orientação da nossa pediatra, teve início com as papinhas de fruta, quando ela estava com 5-6 meses e eu planejava o fim da amamentação exclusiva. As papinhas salgadas começaram por volta do 7º mês, primeiro peneiradas (e eu confesso que usei o mixer quando fui vencida pelo cansaço!), depois bem amassadas - por volta do 8º mês, cheias de pedacinhos - por volta do 9º mês, e como comidinha de verdade (com ingredientes separados) a partir do 10º mês. É claro que esta lógica varia muito de pediatra para pediatra - o meu intuito com este post é dar idéias de combinações de papinhas e não orientar a alimentação como um todo… A questão é, depois de muito experimentar, achei algumas combinações que ficam mais saborosas porque se parecem com as combinações que fazemos, como adultos, nos nossos pratos. Estas combinações podem ser prepradas para qualquer fase da alimentação que o bebê estiver - basta peneirar, amassar muito, só um pouco ou servir separadamente. Entenderam?

Frango, arroz, cenoura e ervilha
Carne, arroz, abóbora, feijão preto e couve

O tempero, isto é, a base para todas as preparações varia conforme a casa e as indicações do pediatra (mais uam vez). Eu usava cebola, alho e azeite e fazia um refogadinho. Não adicionei sal algum até ela completar 10 meses - quando comecei a fazer a transição da comida dela para a a comida da casa. Ela continua comendo pouco sal, mas ainda assim… Não é recomendável congelar nenhuma comida já salgada. O congelamento potencializa o gosto do sal e a comida pode ficar até amarga. A papinha é cozida até os ingredientes ficarem macios. Como ca´qqaadfv31O(W!klyda um tem o seu ponto… é difícil estabelecer um tempo certo. Com a prática passei a cozinhar separadamente os ingredientes mais duros, como os grãos ou a beterraba, por exemplo. Usar caldos feitos em casa ao invés de água também é uma ótima dica e ajuda dar ainda mais sabor. Quando o cozimento estiver terminado, sugido colocar todo o conteúdo em uma assadeira para esfriar e também para amassar. É muito mais prático para distribuir uniformemente entre os potinhos para congelamento. Estas embalagens da OXO foram as minhas escolhidas. Luísa está com 1 ano e ainda uso muito para congelar ingredientes separados, levar frutas já cortadas e descascadas para passear. São ótimas. Na hora de servir, acrescente sempre um pouquinho de azeite: vale a pena passar em uma loja Mundo Verde para comprar diferentes tipos de óleos: linhaça, gengibre, abóbora… além do tradicional azeite de oliva. O mesmo vale para os grãos: trigo, linhaça, quinoa… Tudo uma delícia!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ceviche Clássico


Depois de longas e mais que merecidas férias, o blog volta com uma receita rápida de se preparar e que está na última moda: o Ceviche Peruano. Fresquinho, já que acabamos de voltar de Lima - o atual destino gastronômico da América do Sul. O Ceviche é um prato tradicional que tem como base o peixe branco "cozido" no limão. Deste "cozimento" se origina o leite de tigre - que é este caldinho que vocês podem ver na foto, que nada mais é que o líquido da marinada do peixe, consistindo principalmente de limão. Os ingredientes obrigatórios no ceviche são a cebola roxa, a pimenta (de preferência uma não muito ardida, como a piri piri peruana) e o coentro. Existe uma infinidade de variações: polvo, camarão, lula e outros peixes como atum e salmão podem ser usados, bem como os ingredientes típicos peruanos, como o milho, a batata doce ou abacate. Esta receita é bem básica, já que foi a primeira que preparei. Espero que primeira de muitas. Como em toda culinária peruana, o segredo está no frescor e qualidade dos ingredientes.


Ceviche Clássico

300g de peixe branco cortado em cubos
Suco de 2 limões
1/2 cebola roxa
Coentro
Pimenta dedo de moça
1 xícara de milho verde
1 batata doce
Sal

Corte o peixe branco em cubos médios. Escolha um peixe branco e com pouca gordura para começar. Eu escolhi a corvina. Coloque em uma tigela. Acrescente os ingredientes secos, isto é, o coentro, que deve ser acrescentado conforme o gosto do freguês (já que tem muita gente que detesta!), a cebola roxa, a pimenta e o sal. Regue com o suco de limão e misture. Após alguns minutos, você observará que o peixe vai começar a ficar mais branco - o que significa que está cozinhando. Acrescente o milho e experimente o leite de tigre para verificar o sal e a acidez. Se estiver muito ácido, basta acrescentar um pouquinho de água. Como o ceviche é um prato muito fresco, acrescente na tigela, juntamente com o peixe, uma pedra de gelo. Isto vai garantir que o peixe permaneça gelado, assim como os demais ingredientes. Sirva para acompanhar a batata doce cozida e, claro, um bom Pisco Sour como o da foto, preparado pelo meu marido.



domingo, 1 de dezembro de 2013

Bacalhau no Azeite


Já faz algumas semanas a madrinha da minha filha, a Clariana, preparou na casa dela um jantar com um bacalhau delicioso. Fiquei com a receita na cabeça todo este tempo… até que ganhei de presente, umas cebolas crocantes da Top Taste, marca holandesa que faz diversos produtos com cebolas e, assim, encontrei a combinação perfeita. Obrigada pelo presente, Miriam. Com certeza vou repetir o risoto de bacalhau com a sua adaptação… e finalmente fotografá-lo para o blog. Clari. Este método de fazer o bacalhau é tão fantástico que mereceu o rótulo "técnicas de culinária". Beijos para as duas!

Bacalhau no Azeite

4 postas grandes de bacalhau
300 ml de azeite
1 xícara de cebolas crocantes
5 batatas
1 maço de brócolis
100g de bacon
Sal e pimenta do reino

Coloque as postas dessalgadas de bacalhau no fundo de uma panela. Cubra-as com azeite (eu usei uns 250ml em uma frigideira alta). Cozinhe-as em fogo baixo até que o azeite comece a borbulhar. Conte 5 minutos e desligue o fogo. Para acompanhar batatas (cozinhas, em rodelas, assadas e finalizadas no grill com azeite) e brócolis (no vapor refogados com um pouquinho de bacon). Decore a posta com as cebolas crocantes e regue com um pouquinho do azeite. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Pulpo a Feira (Polvo a Galicia)


Sexta é dia de feira aqui do lado de casa. Como estou ainda um pouco atrapalhada por causa do bebê, é meu marido quem tem ido à feira toda a semana. E não é que pela segunda vez ele trouxe para casa... POLVO! Estava determinado a descobrir a sua melhor técnica de cozimento - ele é louco por polvo, e uma das pessoas mais teimosas que eu conheço. Sim, há controvérsias... mas ele está convicto que com este Polvo a Feira (ou Polvo a Galicia) ele finalmente conseguiu.
Como em muitos e muitos casos, a técnica mais parcimoniosa foi a melhor sucedida. Devido às controvérsias (eu achei o polvo da semana passada mais gostoso!), decidi apresentar e comparar as duas técnicas para a sua apreciação e, por que não, abrir os comentários para outras sugestões. Já ouvimos  de um tudo: que o polvo devia ser cozinhado junto com uma batata, para determinar seu ponto de cozimento e também que o polvo deve ser cozido sem água nenhuma... já que ele solta muita água.  Sugestões não faltaram! Vejam o que tentamos nos últimos finais de semana e as vantagens:
Polvo a Feira

Para preparar o Polvo a Feira utilizamos a técnica da panela comum. O polvo foi colocado na panela com um pouco de água (água suficiente para cobrir o polvo) e cozido em fogo alto por 25 minutos. Pronto. Tire o polvo da panela, separe a cabeça e corte os tentáculos em iscas como as da foto. Tempere com páprica picante (esta nossa foi trazida da Hungria e é top!), sal e pimenta do reino e um fio de azeite. Sirva imediatamente.




terça-feira, 9 de abril de 2013

Batatas Hasselback


A carne de cordeiro está entre as favoritas aqui de casa, e os cortes mais diversos já foram por mim preparados: Pernil, Paleta, Carré, Mignon... Mas nenhum se compara ao French Rack. Quanto mais este - assunto para um próximo post! A receita de hoje é a de um acompanhamento perfeito para a carne de cordeiro, para carnes assadas no geral, e até mesmo para o bacalhau: Por que não? As batatas Hasselback - que foram instantaneamente promovidas a especialidade desta cozinheira! 
São batatas assadas muito fáceis de se preparar, residindo o seu diferencial na técnica de corte utilizada. Ela é crocante (estaladiça) por fora, macia por dentro e ainda se desfaz em camadas. Para ficar perfeita só faltava ter queijo. Pronto. Não falta nada! A receita foi retirada da coleção Le Cordon Bleu de receitas caseiras (volume Batatas)

Batatas Hasselback

6 batatas do mesmo tamanho
30g de manteiga sem sal, cartada em pedaços
1 colher (sopa) de pão ralado ou farinha de rosca de pão italiano caseira
2 colheres (sopa) de queijo ralado com sabor intenso 
(eu usei parmesão, mas pode ser gruyère ou o que você tiver na geladeira)
Sal e pimenta do reino moída


Pré-aqueça o forno a 220ºC. Unte uma assadeira com manteiga e reserve. Descasque as batatas ainda cruas (não utilize o truque da fervura para soltar a casca por elas devem estar firmes). Apare-as de modo que fiquem uniformes. Apare a base de cada batata para que ela fique bem fixa. Faça cortes profundos e paralelos, bem próximos uns dos outros, mas sem "atravessar"as batatas, para que elas permaneçam inteiras. Disponha as batatas na assadeira, tempere-as com sal e pimenta e disponha os pedacinhos de manteiga sobre elas. leve ao forno por 30 minutos . Retire do forno e regue com a manteiga derretida no fundo do recipiente. polvilhe com o pão e o queijo ralados e leve ao forno novamente por mais 15 minutos, até que fiquem bem douradas.   Dois truques: deixar as batatas de molho antes de descascá-las vai deixar as batatas mais macias (o que eu não fiz, pois estava com uma pressa louca). Você pode acrescentar ervas ao preparo destas batatas, especialmente se estas tiverem sido utilizadas no preparo da carne. Hummm...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tarte de Chocolate



Ontem recebemos uma convidada muito esperada aqui em casa, minha amiga Paula Neubauer, que nos preparou um jantar delicioso! E eu, que estava já há algum tempo sem postar nada, preparei a sobremesa: esta Tarte de Chocolate. Esta tarte não tem segredo - muito fácil e rápida de se fazer, e a massa aerada doce usada no seu preparo, conhecida como Massa Podre  - ou Patê Sablée para os "entendidos", é muito versátil, sendo usada no preparo de muitas tortas tradicionais. É só usar a sua criatividade! Ainda, com as sobras desta massa, eu preparei biscoitinhos cobertos com açúcar e canela para acompanhar o café. E não é que ficaram gostosos?

Massa Aerada Doce (Patê Sablée)

200g de farinha sem fermento
1 pitada de sal
70g de manteiga sem sal
80g de açúcar granulado fino
1 ovo
1-2 gotas de essência de baunilha

Coloque um tablete de manteiga por alguns minutos no freezer, para que endureça. Em uma tigela grande, junte a farinha peneirada e a pitada de sal. Corte a manteiga em cubos pequenos (1 cm) e esfregue-a na farinha com as pontas dos dedos (para evitar que derreta completamente) até que mistura fique com o aspecto de uma areia grossa. Incorpore o açúcar, e faça uma cova no centro, onde você deve verter o ovo levemente batido e as gotas de extrato de baunilha. Em uma superfície polvilhada com farinha trabalhe a massa (evite tocá-la excessivamente) até obter uma textura homogênea. Molde uma bola e envolva-a com filme plástico. Leve à geladeira por 20 minutos. 

Esta massa pode ser congelada. Com esta medida eu fiz a base de uma torta grande e um pode de biscoitinhos torcidos - é só levá-los ao forno por 20 minutos e cobrí-los com açúcar e canela.


Tarte de Chocolate

1 porção de massa aerada doce
150g de chocolate amargo
50g de manteiga sem sal
4 ovos
200g de açúcar 
75g de farinha (sem fermento)
Cacau em pó para polvilhar

Pré-aqueça o frono a 200ºC. Abra a massa com um rolo (tocando-a o mínimo possível) e cubra uma forma de fundo removível previamente untada. Cubra a forma com papel alumínio e uma camada de feijões. Cozinhe a massa por 10 minutos. Descarte o papel e os feijões e leve ao forno por mais 5 minutos. Reserve.
Derreta o chocolate a manteiga em banho-maria. Bata os ovos, o açúcar e a farinha e misture ao chocolate derretido. Espalhe a mistura sobre a massa da torta e leve ao forno por 20 minutos ou até firmar (cuidado: a minha ficou tempo demais!). Desenforme, deixe esfriar completamente e polvilhe com cacau em pó. Sirva com uma bolinha de sorvete (café da La Basque ficou perfeito!)

sábado, 12 de maio de 2012

Caldo de Camarões


Depois de preparar o meu primeiro caldo, o Caldo de Legumes, tomei coragem... e eis o resultado (que está parecendo uma poção dos Ursinhos Gummy neste vidro!). Fui comprar uns camarões na feira para o jantar de sexta-feira - mais uma comemoração do aniversário do meu marido (e não foram poucas), e pedi para limpar os camarões, deixar os rabinhos e separar para mim as cascas e as cabeças. A resposta: - Igual restaurante? Isso mesmo. Eu hoje vou preparar um caldo! O caldo fez toda a diferença no preparo do arroz negro do próximo post... e vou usar para fazer Risoto de Frutos do Mar, Paella... Arroz de Polvo. Enfim. Foram 2 horas que valeram a pena. Vamos a receita!

Caldo de Camarões

6 cabeças e cascas de camarão
2 tomates
2 cebolas
1 maço de folhas de Sálvia
Alguns raminhos de Dill
Lascas de Gengibre
6 grãos de pimenta do reino
Sal

Coloque todos os ingredientes em uma panela grande cheia de água. Cozinhe por 2 horas, mexendo de vez em quando, até reduzir. Coe todos os ingredientes e descarte. Espere o caldo esfriar, coloque em uma forma de gelo e leve ao congelador. O caldo pode ser usado, desta forma, por um período de até 6 meses. Um cubinho ou dois (já que o caldo é bem concentrado) equivalem a um tablete de caldo daqueles prontos. Faz toda a diferença! mais que recomendo!

sábado, 10 de março de 2012

Caldo de Legumes


Pois adivinhem o que eu decidi fazer com o restante dos meus legumes picados? O meu primeiro caldo feito em casa! Caldo de Legumes: O mais fácil de se preparar e, ainda, de quebra, o mais prático, pois pode ser usado em quase todas as receitas. Carnes, peixes, sopas. Básico. Básico. O primeiro que todo mundo deve tentar preparar em casa.
Os franceses usam a palavra "fond" (fundo ou base) para chamar os caldos. Segundo eles, os caldos são a a base de uma receita, conferindo o seu sabor de "fundo". Entenderam? Sem contar que os caldos prontos contém muito sal (diga-se, sódio), fazendo mal à saúde. Blá, blá, blá. Eu achei que fosse muita frescura, e também muito trabalho para uma coisa que se encontra pronta, mas resolvi experimentar. Eram tantos legumes sobrando que foi irresistível. Vamos ver se de fato faz toda a diferença que dizem fazer um caldo feito em casa. Depois eu conto. Mas a verdade é que senti falta quando preparei o Steak Dijonnaise - que ficou com um pouquinho de gosto de caldo pronto. Imaginem que desperdício. 

Caldo de Legumes
4 litros de água
1 talo de salsão
1 pimentão vermelho
2 cenouras
2 cebolas inteiras
1 bouquet garni
2 folhas de louro
5 grãos de pimenta do reino

Esta receita é, sobretudo, uma técnica de culinária, uma vez que o caldo de legumes tem alguns elementos básicos, mas pode variar conforme o gosto do freguês. Você escolhe os legumes que quer colocar no seu caldo e pronto. Tomates, cebolas, alho poró, cenoura, salsão... e ainda quais ervas. O importante é escolher a maior panela que tiver disponível em casa, colocar muita água dentro, os legumes picados gorsseiramente, pimenta, as ervas que escolher amarradas em bouquet, pimenta do reino e deixar cozinhar tampado em fogo baixo por pelo menos 2 horas.
Passadas estas duas horas, você deve separar o bouquet de ervas, descartar e peneiras os legumes. Estes legumes podem ainda ser utilizados, por exemplo em uma sopa. Reduza o caldo ainda mais um pouco, deixe esfriar, e congele. Eu utilizei forminhas de gelo compradas especialmente para caldos. Coloque os cubos em um saco plástico e deixe no freezer. Os cubinhos podem ser usados em até 6 meses. Dilua em 1,5 litros de água cada vez que for utilizar.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Congelando... congelando...


A receita da Torta de Palmito feita com massa de iogurte já apareceu aqui no blog. É uma das minhas tortas favoritas: leve e fácil de fazer. Pois então... Foi a primeira vez que congelei uma torta - e minha estréia tinha que ser logo com duas!
Eu não podia deixar de compartilhar com vocês a informação que encontrei consistentemente na internet.  Uma ótima dica de congelamento. Congele a torta pronta. Isso mesmo. Prepare a torta normalmente sem, contudo, pincelar com a gema de ovos a superfície da torta antes de assar. Deixe a torta esfriar por completo, envolva-a com filme plástico ou papel alumínio, e leve ao freezer. Quando for utilizar, deixe descongelar, pincele com a gema de ovo, e asse em forno pré-aquecido até a torta ficar dourada. Agora é só esperar o dia de comê-las para ter certeza de que deu certo. E mais uma coisa. A massa da torta também pode ser congelada crua (isto eu já testei e dá super certo) - o que facilita em muito o trabalho.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dicas para ovos perfeitos: omelete e ovo poché



Faz já algum tempo que não escrevo... Não tenho me dedicado muito à cozinha e ainda menos ao blog. Sim, o final de ano é uma loucura para todos nós! Então resolvi escrever dois posts (este e o próximo) contendo dicas. As dicas deste post são sobre ovos - eu simplesmente adoro! Sanduíche de ovos, ovos quentes, omeletes, ovos poché e ovos mexidos estão entre os meus favoritos... Isto sem contar todas as milhares de receitas que levam o "bendito" ingrediente. As omeletes são uma ótima solução quando estamos sem tempo nenhum e ainda por cima com a geladeira vazia, mas cuidado: uma omelete mal feita pode ser uma tragédia, enquanto uma omelete um pouquinho caprichada pode até render alguns elogios. Sobre os ovos poché... Eu nem ao menos tentei fazer ovos poché antes de comprar este utensílio maravilhoso. Sim, colocar um ovo cru intacto em uma panela com água fervendo nunca me pareceu uma boa idéia. Dois problemas resolvidos com as dicas deste post!



Vou falar primeiro dos Poach Pod (ou poucheuse, em francês). Os Poach Pods são utensílios de cozinha para se preparar ovos poché. Feitos de silicone flexível, eles podem ser ainda utilizados como forminhas para se assar ou moldar outros ingredientes. Basta untar com manteiga ou óleo os pods, aquecer 3 dedos de aguá em uma panela ou frigideira grande até o ponto que antecede a fervura, quebrar um ovo sobre cada pod e os colocar  "flutuando"na água. Cubra a panela com a tampa e deixe cozinhar por entre 4  e 6 minutos (a perfeição foi obtida aos 5 minutos na minha casa). Remova os pods da água com uma escumadeira e os ovos do pod delicadamente com uma colher. Agora é só acrescentar sal e pimenta moída na hora. Você pode comer seu ovo poché com uma torrada, colocar em um sanduíche, acompanhando sopas e até mesmo um delicioso picadinho. Os Poach Pods são vendidos nas melhores lojas de cozinha. Os meus eu comprei na Crate&Barrel ainda muito desconfiada há alguns meses atrás. Mas eles surpreendentemente funcionam! E melhor: os ovos ficam mais bonitos que os feitos través do método convencional.

Sobre as omeletes a dica não poderia ser outra: uma boa frigideira. Nunca tive uma omeleteira em casa. Prefiro as omeletes leves àquelas altas e fofinhas. A frigideira da marca Neoflam foram a melhor descoberta culinária que fiz este ano. Toda a linha é feita de alumínio fundido e recoberta com um revestimento chamado Ecolon - antiaderente a base de cerâmica. Incrível: nada "gruda" nestas panelas, sendo muito menos óleo, manteiga ou azeite necessário e, melhor ainda, são facílimas de lavar, mantendo sempre esta aparência linda.


Para preparar uma omelete perfeita comece sempre pelo recheio: separe um bom queijo (brie, cream cheese, pasta de ricota, cottage, gruyère ou emental) e um ingrediente sólido (tomates cereja, cogumelos, presunto, espinafre). Bata dois ovos levemente e verta sobre a frigideira já aquecida e levemente untada. Quando a omelete começar a ganhar consistência, mexa a frigideira para soltá-la completamente. Coloque os ingredientes no centro da omelete e dobre as duas pontas com a ajuda de uma espátula. Nada de virar ou de misturar o recheio com os ovos. Simples assim. A omelete da foto foi preparada com shimeji branco  refogado na manteiga com estragão e um pouco de pasta de ricota. Tempre com sal e pimenta. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


O que fazer com as romãs que sobraram depois de preparar o Bolo de Laranja do post anterior? Este o meu dilema do início desta semana. A resposta... Uma dupla coincidência! A sessão "Avental" da Revista da Joyce Pascowitch deste mês foi inteirinha sobre romãs. A revista tem fotos incríveis e, mesmo sem ler a receita já havia me decidido por preparar um "Filé ao Molho de Romã". Para a minha surpresa a receita era da chef Tatá Cury - aquela do evento da Arno em que estive na semana passada. Hummm.
O que era para ser uma solução se tornou um problema. Xarope de romã? Ah... Desisto! Vou fazer eu mesma o meu molho de romãs! Cansei! Assim, decidi aproveitar este post para falar sobre uma técnica para o preparo de molhos, chamada deglacear, que aprendi não faz muito tempo, mas que fez toda diferença no preparo das minhas carnes. Queria dividir com aquelas que ainda não conhecem.

Deglacear, do francês déglacer, é acrescentar um líquido, geralmente alcoólico, ou um caldo, a uma frigideira ou assadeira depois de ter fritado ou assado algum alimento para incorporar o "found"- os sedimentos que ficaram grudados no fundo. 

Para preparar este Filé ao Molho de Romã temperei com alho, sal, pimenta e ervas finas os cortes de filé-mignon e deixei-os fora da geladeira até que ficassem na temperatura ambiente. Aqueci um fio de azeite em uma frigideira e fritei os filés. Coloquei os filés em uma assadeira sobre uma bandeja quente enquanto preparava o molho. Sobre a frigideira ainda quente, dispus um pouco de vinho branco e um pouco de caldo de carne. "Raspei" bem o fundo da frigideira até que não restasse nenhum resíduo. Acrescentei as sementes de romã já lavadas, um pouco de sal e pimenta e deixei engrossar um pouquinho. Nada mais simples.

Esta técnica pode ser utilizada no preparo dos mais diversos molhos. Na foto abaixo pode se ter uma idéia da consistência adequada. Voilá! E sim. Improvisar em uma noite fria como esta, em que a última coisa que se quer é procurar um xarope de romã... pode ser uma delícia!