quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ragú de Cogumelos


Acho que esta época do ano, quando começa a esfriar, é quando eu me realizo plenamente na cozinha. Tenho desde pequena uma preferência descarada por comidas bem quentes e, especialmente, bem macias, daquelas que você nem precisa cortar! E há no mundo coisa mais comfort? Quanto mais no frio...
A polenta é uma receita rápida e fácil, que só tem o inconveniente de ter que ser preparada na hora de servir. Uma vez que Você acerte o ponto - em especial quando o objetivo é uma polenta cremosa, como esta , não erra nunca mais. É só ferver a quantidade indicada na embalagem de água salgada, acrescentar o fubá lentamente, mexendo sem parar para evitar a formação de grumos, e temperar com sal (eu usei sal trufado), pimenta e, caos você queira, um pouquinho de manteiga. Há aqueles que preparam a polenta com caldo de galinha ou carne. Eu preparo somente com água. Em uns 10 minutos mexendo sem parar ela fica pronta. Você deve observar a consistência. Mas cuidado: basta esfriar um pouco para que ela endureça! Você pode servir a polenta com o molho de sua preferência (os ragús são os campeões de bilheteria!). Este prato pode ser uma entrada - como vemos tantas vezes nestes casamentos mais modernos, ou como prato principal.

Ragú de Cogumelos

1 colher (chá) de azeite)1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola pequena cortada em cubinhos
300g de cogumelo Shitake 
200d de cogumelo Shimeji comum
200g de cogumelo Shimeji Branco
1 xícara de vinho branco
1 xícara de salsinha picada
Nóz Moscada
Sal e pimenta do reino

Limpe bem os shimejis, descartando a base da cada um dos talos. Corte os Shimejis em tiras grossas, descartando o também o talo. Lave bem! Aueqeça o azeite e derreta a manteiga sobre ele, para que não escureça. Acrescente a cebola picada e deixe cozinhar até que fique macia. Junte os cogumelos e refogue. Acrescente a xícara de vinho e cozinhe até reduzir. tempere com sal, pimenta e bastante nóz moscada. Finalize com a salsinha. Sirva sobre a polenta ainda bem quente!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Goulash


Estivemos no ano passado na Hungria, mais especificamente em Budapeste (há quase 9 meses...), e até agora eu não havia preparado nenhum prato com as duas variedades de Páprika que trouxe de lá. Estava mesmo esperando esfriar um pouco... afinal, o Goulash (em alemão) ou Gulyás (em húngaro), este cozido de carne bem temperado e o prato mais tradicional húngaro (e também na Áustria e toda aquela região) não é nada leve! 
A Hungria é a maior produtora e consumidora de páprika na Europa. Lá encontramos duas variedades: a páprika doce e a páprika picante. Não é nada difícil encontrar páprika para vender no Brasil, já que é um tempero bem internacional. Esta nada mais é que um tempero derivado do pimentão - que deve ser seco e moído. A páprika é também utilizada nas cozinhas espanhola e portuguesa, mexicana e até mesmo árabe. Ou seja, vale comprar um pouquinho! Eu, por exemplo, adoro trazer este tipo de temperos de viagens - sempre faz diferença (cure, açafrão, orégano, flor do sal, azeites) e, de quebra, costuma custar muito mais barato.

Goulash

2 cebolas cortadas em cubinhos
Azeite para refogar
1,5 kg de carne de segunda cortada em cubos grandes
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 pimentão verde cortado em tirinhas.
8 tomates concassé*
2 xícaras de vinho tinto
Água ou caldo de carne quanto bastar
3 colheres (sopa) de páprika
Sal e pimenta do reino
3 colheres (sopa) de creme azedo
1 xícara (chá) de salsinha


Refogue a cebola no azeite até desmanchar. Junte a carne, já cortada em cubos grandes e em temperatura ambiente e deixe dourar bem. Acrescente os tomates cortados em cubinhos, sem casca e sem sementes, o pimentão em tiras e misture bem. Polvilhe a carne com a farinha de trigo e deixe "secar". Junte o vinho tinto até cobrir a mistura. Mexa bem para que não se formem "grumos"de farinha. Acrescente a páprika (eu usei metade doce, metade picante - mas fica forte. cuidado com a páprika picante!). tampe a panela e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando e cobrindo a carne com caldo ou água caso seja necessário. Pode demorar até 2 horas. A carne deve ficar bem macia. Acerte o sal e a pimenta. Decore com bastante salsinha para dar cor. Sirva com Spätzle (aquela espécie de gnocchi alemão), batata, uma massa caprichada ou mesmo pedaços generosos de pão e uma colher de creme azedo. É assim que eles comem na Hungria - e se o frio continuar, já estou pensando na sopa que posso preparar com esta páprika deliciosa!


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Turkey Avocado Club


Na nossa última viagem experimentei o Turkey Avocado Club. Experimentar não é bem a palavra certa... Porque comi o tal Turkey Avocado Club três vezes! Como sou uma grande apreciadora de Club Sandwich (o tradicional, de frango, ovos e bacon), fiquei surpresa com esta versão e claro, não poderia deixar de postar no blog. Os Club Sandwiches são uma delícia para servir como para convidados, assim, com estes palitinhos. Nada como um Club na beira da piscina!


Turkey Avocado Club

6 fatias de pão de miga

200g de peito de perú
8 fatias de bacon
1 abacate maduro
4 folhas de alface americana
2 tomates maduros
2 colheres (chá) de suco de limão
Maionese
Sal e pimenta

Inicie o preparo pelo abacate. Ele deve ser descascado e amassado, e  então temperado com sal, pimenta e um pouquinho de suco limão. Reserve. Torre todas as fatias de pão e, em uma grelha quente ou frigideira com grelha, faça estas marcas em 4 das 6 fatias (essencial, as marcas dão todo o charme a este sanduíche - as fatias do meio não precisam de marcas, claro).

Monte a primeira camada: pasta de abacate, muitas fatias de peito de perú e as fatias de bacon. coloque mais um "andar" de pão de miga e monte a segunda camada: maionese, peito de perú (mais um pouquinho!), tomate e alface. Pronto! Coloque 1 palitinho em cada um dos cantos do sanduíche e ecorte-o em 4 pedaços. As quantidades são para a montagem de dois sanduíches enormes!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Batatas Hasselback


A carne de cordeiro está entre as favoritas aqui de casa, e os cortes mais diversos já foram por mim preparados: Pernil, Paleta, Carré, Mignon... Mas nenhum se compara ao French Rack. Quanto mais este - assunto para um próximo post! A receita de hoje é a de um acompanhamento perfeito para a carne de cordeiro, para carnes assadas no geral, e até mesmo para o bacalhau: Por que não? As batatas Hasselback - que foram instantaneamente promovidas a especialidade desta cozinheira! 
São batatas assadas muito fáceis de se preparar, residindo o seu diferencial na técnica de corte utilizada. Ela é crocante (estaladiça) por fora, macia por dentro e ainda se desfaz em camadas. Para ficar perfeita só faltava ter queijo. Pronto. Não falta nada! A receita foi retirada da coleção Le Cordon Bleu de receitas caseiras (volume Batatas)

Batatas Hasselback

6 batatas do mesmo tamanho
30g de manteiga sem sal, cartada em pedaços
1 colher (sopa) de pão ralado ou farinha de rosca de pão italiano caseira
2 colheres (sopa) de queijo ralado com sabor intenso 
(eu usei parmesão, mas pode ser gruyère ou o que você tiver na geladeira)
Sal e pimenta do reino moída


Pré-aqueça o forno a 220ºC. Unte uma assadeira com manteiga e reserve. Descasque as batatas ainda cruas (não utilize o truque da fervura para soltar a casca por elas devem estar firmes). Apare-as de modo que fiquem uniformes. Apare a base de cada batata para que ela fique bem fixa. Faça cortes profundos e paralelos, bem próximos uns dos outros, mas sem "atravessar"as batatas, para que elas permaneçam inteiras. Disponha as batatas na assadeira, tempere-as com sal e pimenta e disponha os pedacinhos de manteiga sobre elas. leve ao forno por 30 minutos . Retire do forno e regue com a manteiga derretida no fundo do recipiente. polvilhe com o pão e o queijo ralados e leve ao forno novamente por mais 15 minutos, até que fiquem bem douradas.   Dois truques: deixar as batatas de molho antes de descascá-las vai deixar as batatas mais macias (o que eu não fiz, pois estava com uma pressa louca). Você pode acrescentar ervas ao preparo destas batatas, especialmente se estas tiverem sido utilizadas no preparo da carne. Hummm...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Terrine de Tomate Fresco


Nesta Páscoa fomos convidados para almoçar na casa de amigos. Eu acordei às 6h00 para fazer esta Terrine de Tomates, já que voltamos da praia no sábado à noite. Uma correria. Ela é fácil de preparar e - como vocês já devem ter notado, também uma receita do livro da Mazzô, que aos poucos vai ser executado de cabo a rabo! Achei uma ótima idéia para se levar a um almoço, já que ela tem uam apresentação linda, mas é muito neutra, podendo ser acompanhada por uma salada verde. Impossível destoar do menu da casa alheia!!!!

Terrine de Tomate Fresco

8 folhas de gelatina
2 kg de tomates frescos  e bem vermelhos, sem pele e sem sementes
Sal a gosto
450ml de caldo de galinha ou carne (eu usei de legumes)
75ml de vinagre de framboesa (eu usei balsâmico)
2 dentes de alho picados
2 ramos de tomilho
1/2 colher (chá) de pimenta do reino em grãos


Coloque as folhas de gelatina de molho em água fria. Retire a pele dos tomates (eu costumo cozinhá-los um pouco em um panelão até a pele soltar), corte-os em quatro pedaços e  retire as sementes. tempere-os com sal e deixe-os em uma peneira para escorrer. leve ao fogo o caldo (de galinha, carne ou legumes...), o vinagre, o alho, o tomilho e os grãos de pimenta por 5 minutos até reduzir. Retire a gelatina da água, espema e dissolva no caldo. Deixe esfriar. Forre a forma de uma terrine (ou mesmo de bolo inglês) com filme plástico. Coloque uma camada de caldo e uma camada de tomates (esta será a parte de cima da sua terrine) e coloque para gelar. Distribua os tomates e o caldo, alternando as camadas, até completar a forma. Cubra com o filme plástico, aperte bem, coloque um peso em cima e leve para gelar. Demora pelo menos umas 6 horas para atingir a consistência certa. Desenforme na hora de servir. Decore a forma com a erva de sua preferência (no meu caso de extrema urgência teve que ser mesmo com salsinha): tomilho ou manjericão e com tomatinhos holandeses.


Ficou bonita, mas não perfeita. Preciso praticar mais! Vejam como não brigou nem um pouquinho com o Cuz Cuz e a salada servidos de entrada no almoço em que estive. Que capricho!

domingo, 31 de março de 2013

The American Dream


Antes de falar na Páscoa - que teve início com este café da manhã diretamente trazido dos Estados Unidos dentro da minha mala - queria aproveitar o espaço do blog para fazer um desabafo, um protesto, um comentário (eu nem sei mais) sobre uma questão tão debatida nas últimas semanas: a mudança da legislação trabalhista no que tange aos empregados domésticos. Explico.
Não vou entrar no mérito da questão, nem tampouco fazer comparativos e cálculos. De jeito nenhum. A questão é bem outra, de fato. No caso deste blog é uma questão gastronômica! E também eu nunca tive quem me preparasse croissants como estes pela manhã - é fato. Croissants como estes, somente em muito boas padarias se encontram aqui no Brasil. E eu que adoro croissants... Já comi muito pãozinho em formato de meia-lua denominado croissant pela mera conveniência do estabelecimento comercial... Arght! Não estou clamando por empregadas, cozinheiras, mucamas... Mas apenas por croissants - por favor! 


Não nos seria bastante conveniente (em tempos de tanta incerteza jurídica quanto estes) ao menos um pouquinho do modo de vida americano? Vocês conseguem imaginar ir ao supermercado e comprar uma meia dúzia de latas (sim, latas!!!!) - os tipos de pão são tão variados quanto os de uma padaria - e obter este resultado final? Fantástico! Você precisa apenas pré-aquecer o forno, abrir a tal lata, dispor em uma forma refratária a massa (no caso dos croissants você precisa enrolar pequenos triângulos para obter o formato desejado - o que demora mais ou menos 2 minutos), assar a massa em fogo baixo até dourar e... pronto!
Os produtos da Pillsbury - que me foram apresentados pela querida Priscilla, minha prima que mora no Texas, são um verdadeiro sonho de consumo: práticos, baratos, e ainda gostosos. Vale a pena dar uma olhadinha no site! Nem parece verdade!

Fica a dica: Quando é que nossos supermercados vão deixar de praticar verdadeiros cartéis e vender somente meia dúzia de produtos, ainda por cima caríssimos? São muitos problemas... Não podemos culpar os supermercados, a nova lei das domésticas, os sindicatos... Eu sei! Pois, fiquemos com os croissants e com o meu desabafo. Afinal, uma cesta de croissants em 15 minutos - ao menos de vez em quando, é uma delícia!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pernil de Cordeiro e Pudim de Feijão Branco



Bom... pelo último post a esta altura vocês já sabem que eu ando às voltas com o livro da Mazzô... e, principalmente, com o objetivo de preparar todas as receitas (ou ao menos tentar!). Neste final de semana recebi minha família em casa para um almoço... e como já tinha um perfil de cordeiro no meu freezer... Escolhi esta receita: Pernil de Cordeiro de 7 Horas e o Pudim de Feijão Branco. Fiz algumas adaptações desta vez. Deixei o cordeiro desfiar como um Boef Bourguignon, ao invés de coar a marinada e fazer um molho para os pedaços, e adaptei as quantidades dos ingredientes do pudim, que me pareceram muito exageradas. Deu tudo certo. Ficou uma delícia. Então vou descrever o que eu fiz desta vez ao invés de reproduzir o conteúdo do livro... que mais uma vez aproveito para indicar! Que fotos lindas! 

Pernil de Cordeiro de 7 Horas

4 cebolas cortada em pedaços grandes
6 tomates em cubinhos
2 alhos porós em rodelas
6 dentes de alho descascados
1 cenoura média em rodelas
1 garrafa de vinho branco
1 pernil de cordeiro (2 - 2,5 kg)
1 bouquet garni (amarrado de ervas)
Óleo de milho ou girassol para fritar
2 litros de caldo feito com os ossos do cordeiro
(ou qualquer outro caldo de carne da sua preferência)

Inicie os trabalhos pela desossa do pernil, caso não tenha comprado já desossado (é bem mais fácil do que parece!). Faça um corte bem rente ao osso e vá "soltando"a carne com cuidado. Corte em cubos grandes e reserve. Com o osso retirado prepare o caldo.
Junte os tomates, os alhos porós, a cenoura, o vinho e a carne e deixe marinar por pelo menos 6 horas. Retire a carne da marinada, seque bem (esta parte é fundamental!), tempere com sal e pimenta. Em uma panela grossa, doure a carne em óleo quente. Reserve novamente. Coe a marinada e reserve o líquido. Refogue os legumes na mesma panela em que dourou a carne (limpe bem o fundo da panela para ganhar mais sabor). Acrescente a carne, o bouquet garni (o meu foi feito com salsinha, cebolinha, alecrim e louro) o líquido da marinada e o caldo de carne. tampe a panela e leve ao forno (180ºC ou menos) até que fique macio. Este processo depende  da carne e pode demorar entre 4 e 7 horas.  Retire a carne, coe o caldo e leve-o ao fogo novamente para obter um molho mais espesso ou, como eu, que deixei a carne literalmente "desmanchar no forno" sirva juntamente com a marinada, como na receita de  Boeuf Bourguignon. Sirva com o Pudim de Feijão Branco.

Como estava muito calor, mas muito calor mesmo, não fiz nenhuma entrada. Mas sim uma salada de rúcula, radicchio e mini tomatinhos bem colorida. O cordeiro, ainda mais preparado desta forma, é uma carne muito forte. Sinceramente... Eu estava torcendo para refrescar um pouquinho! 


Pudim de Feijão Branco

1 kg de feijão branco já cozinho
Azeite de Oliva
Alho, salsinha e tomilho
1 litro de molho béchamel
6 colheres (sopa) de queijo parmesão
5 ovos
Sal e pimenta do reino a gosto

Cozinhe o feijão até que fique macio. Refogue o feijão no azeite com o alho, a salsinha e o tomilho. Os grão devem se desmanchar, por isso, caso queira usar os grão na decoração do prato, reserve alguns. Unte uma forma de pudim com óleo ou azeite e forre-a com filme plástico. Reserve. Prepare o molho branco (béchamel), misturando partes iguais de farinha e manteiga e acrescentando 1 litro de leite aos poucos, para não "empelotar" (vou fazer um post sobre molho Béchamel - acabo de notar que não há um no blog!). Separe os ovos. bata as claras em neve. Junte o molho, o refogado de feijão, o queijo parmesão, as gemas e as claras em neve. Misture delicadamente. tempere com sal e pimenta (muito sal porque o feijão branco é levemente adocicado). Despeje a mistura na forma e asse em banho-maria (180ºC) por cerca de 45 minutos ou até firmar. Sirva em uma travessa redonda e enfeite com os feijões reservados e com salsinha.


Para finalizar o post, a foto da minha mesa posta (para a sua capacidade máxima!). Espero que gostem!


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bobó de Camarão da Mazzô


Este Carnaval foi mesmo uma delícia! Apesar da previsão de tempo catastrófica, pudemos aproveitar a praia, o mar, o sol de rachar... e, principalmente, a companhia dos amigos reunidos ao redor da nossa mesa! Cinco dias que pareceram mesmo "pequenas férias"... Espero que vocês tenham todos aproveitado também. O blog está em ritmo de férias ainda, com poucas receitas, mas sua cozinheira está de volta e com muita disposição! 

Foi a segunda vez que preparei esta receita de Bobó de Camarão, e já acho que vai se tornar um carro chefe lá na praia: Rápida, fácil e deliciosa! Perfeita para quem já está cansado do bobó de camarão tradicional... Bom, eu explico. O bobó é uma espécie de cozido, no qual todos os ingredientes são preparados e servidos juntos. Nesta receita, uma espécie de bobó "desconstruído", os ingredientes ficam todos separados. A apresentação fica mais sofisticada, os camarões ganham destaque e, ainda, cada "comensal"pode se servir da maneira como quiser... mais camarão, menos mandioca, mais molho, menos pimenta, e assim por diante.

A receita foi tirada do livro que ganhei de aniversário  da amiga já há muitos anos, a Aninha: "A Cozinheira e o Guloso". Estou literalmente devorando o livro! A Aninha é filha da autora, a cozinheira Mazzô França Pinto - que todo mundo conhece, é claro... E que até já inspirou outras receitas aqui do blog. Obrigada! Posso dizer que o livro, além de ter ótimas receitas é também uma boa leitura. O jornalista Thomaz Souto Corrêa escreve algumas histórias entre as receitas que encantam a quem quer que goste de boa prosa e de comer, é claro! Bom, vamos a receita, copiada fielmente do livro! Inicie o preparo pelo purê de mandioca.

Purê de Mandioca

1 kg de mandioca descascada e cortada
200ml de leite
100g de manteiga
100ml de leite de coco
Sal a gosto
Gotas de molho de pimenta

Cozinhe a mandioca em bastante água. Pique em cubinhos e reserve 1/2 xícara. Ferva o leite com 50g de manteiga e o leite de coco. Bata a mandioca no liquidificador com o leite quente. Despeje a mistura em uma panela em banho-maria. Tempere-a com sal, pimenta e o restante da manteiga. Mexa bem. Se necessário, aumente a quantidade de leite. Misture os pedaço de mandioca reservados ao purê e sirva com o bobó de camarão.

Bobó de Camarão à moda da Mazzô

1/2 litro de azeite de oliva
1 cebola grande picada em cubos pequenos
1 kg de tomates sem pele e sem sementes, picados
1/2 xícara (chá) de pimentão (verde ou vermelho) bem picadinho
Coentro, salsinha, cebolinha a gosto
1 litro de caldo de peixe ou camarão
1/2 vidro de leite de coco
2kg de camarões grandes e limpos (manter os rabinhos)
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Purê de mandioca (acima)
Pimenta dedo-de-moça para decorar
Azeite de dendê e leite de coco

Em uma frigideira aqueça 4 colheres de azeite e refogue a cebola, o tomate e o pimentão por 5 minutos. Junte as ervas e o caldo. ferva. Acrescente o leite de coco e deixe ferver novamente. Se necessário, corrija o tempero.Tempere os camarões com sal e pimenta-do-reino. Frite-os rapidamente no restante do azeite, por 3 a 4 minutos. mantenha aquecido e sirva com o purê de mandioca.

MONTAGEM: Coloque em uma travessa um pouco de molho, o purê de mandioca e os camarões. Regue com o restante do molho e enfeite com pimenta dedo-de-moça. Sirva o azeite de dendê e o leite de coco em duas molheiras a parte.


Fiz algumas adaptações: Por falta de pimenta dedo-de-moça, usei pimenta biquinho - que pode ser vista nas fotos. Também não bati o purê no liquidificador, mas sim com um mixer, que vai direto na panela. O caldo de camarões estava devidamente congelado em forminhas de gelo no meu freezer da praia, mas pode ser feito a partir do cozimento das cabeças e cascas dos camarões e alguns legumes e ervas. Como entrada servi casquinhas de siri e sobremesa... Cornetto!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sanduíche de Leitoa


Alguns dos maiores desafios culinários consistem na aplicação da Lei de Lavoisier: "Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma". E tem coisa mais chata que, depois de uma noite especial (como o Natal ou o Revéillon)  ter que ficar comendo restinhos por dias a fio? E quando se trata de carnes então... Mais complicado ainda!

Nest post vou dar duas soluções muito boas: a primeira, é preparar um ragú bem saboroso e usar como um molho para massa (o que pode ser ilustrado pelo post Ragú de Costela de Vaca ou pelo post Ragout de Coelho) - Pormeto que ainda que você tenha os mesmos convidados à mesa, eles dificilmente irão notar a semelhança entre o prato original e o prato "reciclado', e preparar um ragú é um processo que se repete, não importando muito qual a carne você usa. O segredo é cozinhar até desmanchar!
A segunda idéia é fazer um sanduíche bem caprichado - a melhor solução para as sobras de carnes mais fortes, como a carne de leitoa, que é a do sanduíche da foto. 

Pois é. Meu marido neste final de ano chegou em casa com duas leitoas, uma embaixo de cada braço - presenteadas por um cliente dele. Minha avó riu e disse que podia ter sido muito pior... se elas estivessem vivas e amarradas por uma cordinha! Enfim. Meu estômago não estava exatamente preparado para as leitoas - e quem ficou responsável por elas foi a minha sogra. E saíram duas leitoas à Pururuca. Uma irmãzinha foi devorada no Natal... e a outra... no Revéillon.  Uma delícia... mas imaginem se alguém queria ver a cara de uma leitoa no dia seguinte?

Só me restou desfiar toda sua carne, retirando bem toda a gordura, refogar no azeite com muita cebola, tomate picadinho e salsinha até dourar... Temperar com sal e pimenta do reino e... Eis o sanduíche de leitoa! Queijo, pão fresquinho, e está pronto. Uma idéia boa para repetir com um lombo ou pernil e mesmo com carne de pato (inspirado no sanduíche de pato do Borought Market!). Delícia!


Bom ano para vocês!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Coalhada Seca



Nesta quinta-feira fizemos em casa o primeiro "Natal dos Amigos". Espero sinceramente que se torne uma tradição. Divertido! E ainda uma ótima oportunidade para comemorar (ainda que incidentalmente) o meu aniversário com os amigos. Fazer aniversário dia 24 de dezembro não é bolinho! Definimos a temática do jantar a partir da especialidade da chef convidada de hoje no ... de Salto Alto na Cozinha, a Dani Perdigão Feres, do blog Nice and Cool Tips - que desde o casamento já tratou de aprender os clássicos da culinária árabe (podem esperar mais receitas dela!). Ela preparou em casa esta coalhada. Um Natal do Oriente Médio! Delícia. Para mim ainda parece uma receita muito complicada, mas ela garante que é muito fácil de preparar. Sinceramente: assim que eu voltar do Ano Novo vou tentar fazer. Ficou perfeita, leve e muito saudável. A coalhada seca pode ser comida temperada com azeite, sal e pimenta síria, com um pãozinho sírio, no aperitivo, pode ser utilizada em um diversas de receitas (como sopa de beterraba, recheio para quibes...) e pode ainda ser comida sem o tempero, como um iogurte (o verdadeiro Iogurte Grego!) com mel e granola. Chega de propaganda, e vamos à receita. Obrigada, Dani! Sua coalhada e seu hommus foram um sucesso, e os "restinhos" estão sendo devidamente apreciados aqui em casa!


1. Panela vedada com filme plástico; 2. Coalhada fresca sobre peneira e pano de prato; 3. Coalhada fresca "embrulhada" a caminho da geladeira; 4. Coalhada seca depois de escorrido o soro.

Coalhada Seca

2 litros de leite tipo B integral
1 colher (sopa) de leite em pó
1 pote de coalhada

Em uma panela grande, ferva os dois litros de leite até o ponto imediatamente antes da fervura. Desligue o fogo e deixe descansar até que a temperatura ideal para coalhar seja atingida, isto é, até que você consiga mergulhar um dedo no leite e contar até 10. Acrescente o leite em pó (leite Ninho) e a coalhada (pode ser aquela da Vigor, vendida em um pote semelhante ao pote de iogurte). Misture bem e tampe a panela. Com um filme plástico, envolva a panela completamente, de modo que fique vedada (observe a foto). Pré-aqueça o forno por 3 minutos. Desligue o forno, coloque a panela dentro, e deixe descansar, ainda vedada, pelo período de um dia. Ao final desta etapa do processo você obtém a coalhada fresca, com consistência de iogurte espesso.
Para obter a coalhada seca, encaixe um coador sobre um recipiente grande e revista-o com um pano de prato limpo. Despeje a coalhada fresca sobre o pano e amarre as suas pontas (observe a foto). Leve à geladeira pelo período de um dia para que o soro seja escorrido. Ao final desta segunda etapa você obtém a coalhada fresca. Uma delícia!

As fotos do preparo foram retiradas do blog da Dani. Ela preparou também o hommus no fundo da foto!

Borought Market - London


Durante as minhas "férias" deste ano (entre aspas porque foram na verdade uma emenda entre dois feriados em novembro!) fiz uma visita que não poderia deixar de colocar aqui no blog: fui ao Borough Market em Londres. As fotos falam por si mesmas, mas já adianto que o Borough Market vai muito além de um lugar onde se vende comida... - pelo menos para mim foi uma verdadeira aula de gastronomia, onde de quebra aprendi um pouco sobre a culinária inglesa, atualmente tão influente no mundo. Muitos dos grandes chefs da atualidade são ingleses: Nigella Laeson, Jamie Oliver, Gordon Ramsey, Heston Blumenthal.... O Borough Market é uma visita obrigatória para gourmets e gourmands!

Primeira lição: Ingredientes sazionais e variados

Tudo bem. Eu sou uma grande frequentadora de feiras. Frutas, hortaliças peixes... Acho que ir à feira é uma das minhas atividade favoritas, afinal, o Brasil tem mesmo uma diversidade e qualidade de produtos invejável... O que encontrei no Borough Market? Produtos sazionais, em número mais reduzido que no Brasil, claro, mas cada um deles com uma variedade incrível. Pareciam selecionados especialmente para quem ia cozinhar um jantar fantástico naquele mesmo dia. Já viram uma variedade igual de cogumelos? Nunca. E estes tomates? Dá vontade de mergulhar neles! E a disposição dos produtos... ainda temos muito que aprender com os ingleses!


Um outro ponto alto deste mercado são as caças. Estas sim muito mais difíceis de ser encontradas aqui no Brasil frescas... (somente congeladas e muito bem limpinhas) quando mais assim: capturadas na véspera! A caça é um esporte tradicional inglês, como todos sabem, mas encontrar faisões ainda plumados e coelhos inteiros (e tão fofinhos) foi uma surpresa! Imagino que as mulheres devem ainda saber preparar este tipo de caça em casa, desde a fase inicial. Que coragem! Que estômago!


Segunda lição: Artesãos locais

Outra surpresa foi encontrar neste mercado muitas bancas de fornecedores locais. As conservas (na fotografia abaixo), doces, pães, tortas, queijos, defumados, massas artesanais, enfim, tudo! No site do Bororugh Market você pode encontrar uma lista de fornecedores, agrupados por tipo de produto. Bancas muito charmosas onde você pode degustar, comer um pedacinho na hora ou levar peças inteiras. Tudo bem, temos algo muito parecido no nosso Mercadão em São Paulo... pelo menos na parte de vinhos, queijos, conservas e nuts, mas como neste mercado... nunca vi!


Terceira lição: Por que não aproveitar o apetite e almoçar no mercado mesmo?

Outra coisa que vale a pena fazer no Borough Market é almoçar. É claro que você não vai estar com muita fome depois de fazer um monte de degustações... Mas ainda assim, os sanduíches vendidos em algumas barraquinhas são imperdíveis. Nós comemos um sanduíche de pato (na foto abaixo à direita) e em sanduíche de barriguinha de porco. Deliciosos! De sobremesa... um pedaço de torta de cereja  preparada pelos artesãos locais e um pedacinho de fudge. Como estava frio, recomendo até beber um copo de vinho quente.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Bolinhos de Natal


Esta receita de bolo foi postada no blog há algum tempo, mas resolvi dar a ela uma nova roupagem e, por que não? Republicar. Estes bolinhos ingleses de receita prá lá de original são os bolinhos de Natal perfeitos! Especialmente porque estou ainda há muitas milhas de confeccionar o meu próprio panettone... Quem sabe ano que vem? Foram o presentinho de natal que o ...de Salto Alto preparou este ano. Poucos. Uma tarde em casa, e foram três fornadas e nove bolinhos. Só nove (sendo um do meu marido, vejam)! Depois foi só embrulhar com papel celofane, colocar uma fita e (a parte mais chata), entregar na casa dos presenteados. Queria ter feito mais... mas não tive forças! Nove é o número máximo de bolinhos que um ser humano pode suportar! E vamos à receita que ainda dá tempo de fazer pelo menos um!


Bolinho de Natal
4 ovos
3 xícaras (um pouco vazias) de açúcar mascavo
2 xícaras (um pouco vazias) de manteiga derretida
3 xícaras transbordando de abobrinha ralada
4 colheres (chá) de bicarbonato de cálcio
6 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de nozes picadas
2 xícaras de uvas passa claras
2 pitadas de sal
4 colheres (chá) de essência de baunilha
Nóz Moscada
Canela


Em uma tigela grande, bata ligeiramente os ovos, junte o açúcar e a manteiga derretida e misture até que se torne um creme homogêneo. Acrescente a abobrinha ralada, mexendo sempre e o bicarbonato de cálcio. Em três etapas distintas, junte a farinha, mexendo até incorporar totalmente. Acrescente as nozes quebradas e as passas. Tempere com sal, baunilha, nós moscada e canela (quanto bastar) e misture bem. Divida a massa em três formas untadas com manteiga e farinhadas (bolo inglês/ pão tamanho pequeno) ou em duas formas deste tipo, só que médias. leve ao forno pré-aquecido por 40 minutos. faça o teste do palito e desenforme. Deixe esfriar sobre uma grade completamente antes de embrulhar!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Szendvics - Sanduíches Húngaros



No roteiro da nossa última viagem, a cidade que mais me surpreendeu (em todos os aspectos) foi Budapeste. E eu, que sou uma pessoa que adora línguas, fiquei fascinada! O húngaro ou magyar não é nada daquilo descrito pelo Chico Buarque no livro com o nome da cidade... Justo pelo contrário! Suave, as sílabas são fáceis de se distinguir, e os fonemas claros e fáceis de se repetir, ainda que, quando escritos, tenham representação diferente da nossa. Sinceramente: dava até para entender algumas coisinhas. Veja o caso destes sanduichinhos: Szendvics. Mais parecido não fica! Os Szendvics são vendidos em uma loja chamada  Duran Szendvics, e ficam expostos em uma vitrine. São os mais variados. Todos sofisticados: ovas de salmão, queijo de cabra, roastbeef, pastinha de lagosta, caviar, peixes defumados... Definitivamente seria um sonho pedir uma caixa de Szendvics em casa ao invés de pedir uma pizza!!!!
Comemos uma vez no final de tarde alguns e, quando quisemos repetir (pois além de tudo eram baratos) encontramos a loja fechada. Achei que fossemos encontrar mais destes sanduiches em Praga, mas qual nada! As saudades eram tantas, que tive que tentar reproduzir alguns sabores assim que pus as mãos em uma bela peça de salmão defumado!
Desta forma, não se trata de uma receita propriamente dita (como não são quase nunca as de sanduíches), mas de uma dica. Que tal fazer uma noite de Szendvics ao invés de uma noite de Bruscuettas? O pão escolhido foi um filão cortado em fatias de 1,5cm de altura (lá eles usavam para algumas combinações um filão integral com grãos). As montagens escolhidas tinham como ingrediente principal o salmão defumado e o queijo brie.
Vejam as combinações que eu utilizei... mas fiquem livres para fazer as suas próprias, ou para visitar as fotos do site da Duran (mas só as fotos, porque o húngaro é fácil, mas só em comparação ao chinês ou ao hebraico). Salmão fica delicioso com cebola roxa, ovos/ pastinha de ovos, limão siciliano, creme azedo e pepinos. Queijo brie foi combinado com tomate e pepinos. Para acompanhar... uma boa vodka com gelo! Uma delícia! Szervusz! (Adeus!)


Coleslaw


Quanto tempo! Estou de volta hoje com uma receita simples, tipicamente americana (quem nunca comeu um coleslaw num potinho junto com um baita hamburguer?). Uma salada crocante, bem gelada, e, aparentemente, uma das melhores formas de se comer repolho que existe. Você pode usar repolho roxo ou repolho branco, e mesmo fazer uma mistura. Como me deparei com um repolho roxo no supermercado e esta foi a inspiração, usei somente o roxo. Infalível: faça uma receita inteira e  deixe na geladeira pra comer nestes dias de tão imenso calor!

Coleslaw

1 repolho pequeno (1/2 roxo e 1/2 branco ou escolha o repolho da sua preferência)
2 cenouras raladas
2 maçãs verdes descascadas e cortadas em palitos
1/2 xícara de uvas passas (claras ou escuras)
1/2 xícara de maionese
1/2 xícara de creme de leite fresco
Suco de 1/2 limão
Sal e pimenta a gosto

Corte o repolho em tiras finas (eu poderia ter caprichado mais nesta parte, admito, mas as férias nos deixam preguiçosos). Deixe de molho na água gelada por pelo menos uma hora para que fique ainda mais crocante. lave e seque. Junte as maçãs descascadas e em palitos, as uvas passas e o suco de limão. Acrescente o creme de leite e a maionese, mexendo sempre, até atingir a consistência desejada. Tempere com sal e pimenta do reino. leve a geladeira e sirva frio. Usei pouca maionese e creme de leite na tentativa de deixar mais light... mas há quem prefira uma salada mais "cremosa" que esta!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Rabada na Guinness


Eu, na verdade, nem gosto de rabada. Sabe aqueles pratos que, mesmo sem experimentar, escolhemos não gostar. Pois então. Experimentei outro dia e achei uma delícia. Ainda mais nesta combinação de polenta e agrião. Resolvi reproduzir em casa para contentar o meu marido - que estava sonhando com uma rabada na Guiness. Tudo bem. Da próxima vez será a minha moda: vinho tinto e forno, nada de panela. Quero prepará-la como um Bouef Burguignon, colocando a panela inteira no forno por horas e horas. A comparação ficará para outro post! Um desafio. E eu ainda consegui fazer o meu primeiro caldo de carne a partir desta rabada... depois posto as fotos! Vamos à receita!

Rabada na Guinness

1,8 kg de rabo de boi
2 cebolas picadinhas
2 cenouras em rodelas
1 talo de salsão
1 lata de extrato de tomate
(ou substitua por uma lata de tomate pelati)
2 latas (440 ml cada) de cerveja preta
1 bouquet garni*
1 xícara de salsinha
Azeite
Sal e pimenta

Cubra a carne com água e ferva juntamente com  o suco de um limão durante dois minutinhos. Retire da água e, com uma faca afiada, retire o excesso de gordura (sim, esta parte do boi é muito gorda mesmo). Refogue as cebolas no azeite, junte a carne e refogue mais um pouco. Acrescente a cerveja, os legumes, o extrato de tomate e o bouquet garni. Tampe a panela e esqueça que a rabada existe! Brincadeira... verifique a cada 30 minutos, deixando o fogo baixo, mexendo um pouquinho e acrescentando água caso necessário. A minha ficou cozinhando umas cinco horas. Está pronta quando a carne começar a soltar do osso. Tempere com sal e pimenta. Sirva acompanhada por polenta e agrião!


*bouquet garni: tradicional da culinária francesa... é só juntar um punhado de temperos, amarrar com um fiozinho e deixar no molho durante o cozimento. Depois separe. Desta vez eu usei tomilho, alecrim,  manjericão e louro.

domingo, 7 de outubro de 2012

Pernil de Cordeiro com Cenouras Assadas


Um viva aos almoços intermináveis! Existe coisa melhor que passar o dia inteiro ao redor de uma mesa, sentindo o cheiro gostoso de um assado vindo da cozinha, muitos aperitivos, um bom vinho, uma boa conversa... ? Não para mim. Melhor que isso, só isso mesmo, só que na praia. Delícia de almoço com toda a família. 
Como este cordeiro leva muitas horas de preparo, comecei logo que acordei, na tentativa de evitar um desastre assaz frequente aqui na minha cozinha: o almoço se tornar um jantar. Acontece nas melhores famílias!!! Aconselho tomarem cuidado quando resolverem se aventurar com peças grandes de carne.
Esta receita foi adaptada do blog Toque Blanche. O Giacomo, autor do blog, recomenda que o cordeiro fique no forno 7 horas. Não acordei tão cedo assim, então tive que reduzir o tempo para 5/6 horas e aumentar a temperatura do forno um pouquinho - mas o cordeiro ficou molhadinho e macio, como deveria ter ficando mesmo. Mas eu tanto trabalho que não consegui me dedicar propriamente aos acompanhamentos - e o Risoto Milanese ficou bem sem graça. Acontece. Vamos à receita:

Pernil de Cordeiro com Cenouras Assadas

1 pernil de cordeiro de aproximadamente 1,8 kg
8 dentes de alhos descascados e cortados ao meio
4 cenouras
2 cebolas
1 talo de salsão
2 ramos de alecrim (somente folhas)
2 folhas de louro
6 xícaras (chá) de vinho branco seco
Azeite, sal e pimenta do reino


Pré-aqueça o forno a 220ºC por pelo menos 10 minutos. Regue o fundo de uma assadeira grande com azeite e sobre ele disponha as cenouras em rodelas, as cebolas e os talos de salsão em pedaços grandes, os dentes de alho cortados ao meio. 
Coloque o pernil sobre os legumes e leve ao forno por 10 minutos. Retire a assadeira do forno e tempere a carne com sal, pimenta e as ervas. Regue com mais azeite e volte ao forno por mais 15 minutos. Retire a assadeira do forno novamente e, desta vez, vire o pernil e os legumes, regue com o vinho branco e cubra com papel alumínio. Volte ao forno, abaixando sua temperatura para 160ºC.
Verifique o forno a cada hora, regando sempre com o líquido da assadeira. Este processo deve levar pelo menos 5 horas. Assim, "esqueça" o pernil no forno até que a carne esteja bem macia, soltando do osso com facilidade. Caso precise acelerar o processo, aumente um pouco a temperatura e retire o papel alumínio. 
Coloque o pernil em uma tábua de cortar carnes ou em uma outra assadeira para servir. Decore com a cenoura e com folhas de alecrim. Coe a gordura e os legumes que restarem na assadeira que foi ao forno para obter o molho. Espere pelo menos 15 minutos após a retirada do forno para cortar a carne.