terça-feira, 18 de setembro de 2012

Batata Doce na Chapa



Tanto tem se falado na "Poderosa Batata Doce", que me rendi, e ao vê-la em uma gôndola no supermercado... Comprei-a-a. Improvisei uma maneira de prepará-la, e não é que ficou uma delícia? A batata-doce é uma espécie de carboidrato do bem, isto é, fornece tanta energia e nutrientes quanto uma batata inglesa (normal), porém, possui um índice glicêmico muito mais baixo. O que isso significa? Para falar a verdade, não sei bem! Mas parece que quanto menor o índice glicêmico, melhor. A batata dos atletas. Uma ótima fonte de enrgia antes da pratica do exercício. Não foi bem o caso aqui na minha casa... Já que cometemos o pecado de comê-la por volta das 22h00. Fazer o que? Meu marido tem chegado em casa neste horário (ou ainda mais tarde), simplesmente varado de fome. Se não se pode vencê-los... Junte-se a eles. E hoje o jantar foi dele: contra filé alto na chapa com chimichurri e batata. E cervjinha. E sorvete de chocolate na sobremesa. Porque todo mundo de vez em quando merece!

Batata Doce na Chapa
1kg e batata doce
1 xícara de cheiro verde
3 colheres (sopa) de azeite
Sal
Pimenta

Cozinhe a batata doce, em uma panela grande coberta por água por pelo menos 60 minutos, até que fique macia. Descasque e amasse grosseiramente com um garfo. Misture bem, temperando com azeite, sal e pimenta. Desligue o fogo e junte o cheiro verde. Aqueça uma frigideira, jogue um fio e azeite e doure um pouco de batata doce por vez (faça uma panquequinha). Corte a panqueca em formato de meia-lua e cubra com um apouco mais de cheiro verde e azeite. Tão fácil que dá até para fazer no café da manhã!


Cuidando melhor das suas facas


Um dos hábitos do dia a dia que eu mudei com as minha leituras recentes em livros de culinária foi o trato com as facas. Tá, ler um livro inteiro sobre facas talvez seja um pouco de exagero - mesmo depois de ganhar estas belezinhas de presente do meu marido, mas algumas dicas são fundamentais. E lá vem elas:

1) Não use suas facas para outros propósitos que não cortar/trinchar/filetar/desossar alimentos. Facas não são abridores de latas ou garrafas - fazer isso pode resultar em acidentes domésticos e, de quebra, sua faca pode ficar irreversivelmente cega!

2) mantenha suas facas sempre amoladas. Se vc, como eu, não tem coragem, amoladores profissionais estão aí para isso... Mas segundo consta é bem mais fácil que parece (aguardem o post de quando eu tomar coragem!). Não amolar uma faca e continuar usando-a sem fio pode cegar a faca de tal maneira que nem um profissional consegue recuperá-la.

3) Tome cuidado com o armazenamento das suas facas (em como guardá-las...): As maneiras mais indicadas são uma barra magnética (daqueles que vc afixa na parede); um cepo ou suporte para facas (daqueles em que vc espeta as facas); uma gaveta especialmente projetada (daquelas com recortes especiais para fincar as lâminas). caso nenhuma destas alternativas pareça viável para você, como é o meu caso, já que minha cozinha é aberta para a sala de jantar, o indicado é confeccionar bainhas, como estas da foto acima. Colocar as facas misturadas à outros itens dentro de uma mesma gaveta ou todas juntas pode cegá-las.

4) Tenha cuidado ao lavar as suas facas. Nada de ficar esfregando - o que também faz com que a faca perca o corte mais rápido. Passe a esponja em um mesmo sentido e nunca pelo fio da faca. Seque-as e guarde imediatamente - nada de deixar jogadas pela pia (Perigo!) ou no escorredor de talheres "batendo"em outros objetos.

5) Para evitar acidentes bobos (contudo graves, especialmente se suas facas forem afiadas), lembre-se sempre de usar sapatos na cozinha (facas podem cair em seus pés); cortar com a faca sempre afastando-as de si e nunca na sua direção. Cuidado na hora de transportá-las de um lugar para o outro: aponte-as para baixo e mantenha-as próximas ao seus corpo, use as bainhas ou enrole-as em um pano de prato. Nunca deixe uma faca encobreta por um pano ou submersa na água!

6) Por fim, segure suas facas com confiança. Uma boa faca é um verdadeiro prazer de se manusear! Saiba qual a função de cada uma... cortar pode ser uma verdadeira terapia!


domingo, 16 de setembro de 2012

Pão d'Ovo


Faz muitos anos aprendi a fazer este pão d'ovo... mas não chegava nunca a hora de fotografa e colocar no blog.  Uma idéia genial e, principalmente, muito fácil de preparar. Eu sou louca por ovo! Em Angra, a caseira do nosso padrinho/afilhado André Schibuolla preparava um pão d'ovo destes atrás do outro. Os meninos comiam bem 3 destes cada um! 

Pão d'Ovo

2 fatias de pão de forma
2 ovos grandes
4 colheres (chá) de manteiga
Sal
Pimenta do reino

Passe manteiga nos dois lados de cada fatia de pão de forma. Corte com uma faca ou um molde de biscoito uma espécie de furo no centro da fatia (vc pode fazer o furo redondo ou em formato de coração... vc escolhe!). Coloque mais um pocuo de manteiga e aqueça uma frigideira. Coloque a fatia de pão, doure um lado, vire e com cuidado, acrescente a gema de um dos ovos e parte da clara. Tempere com sal e pimenta. Assim que a gema começar a firmar, retire e sirva imediatamente. Delícia. Perfeito para levar em uma bandeja num domingo preguiçoso como este!


sábado, 25 de agosto de 2012

Arroz de Polvo



Aqueles que conhecem o blog há bastante tempo já devem ter percebido o meu pendor para as receitas portuguesas. Adoro! Também... com todos os sobrenomes portugueses que fiquei depois de casada, até a câmara portuguesa começou a me enviar e-mails. Juro! Não é piada.
O Arroz de Polvo parecia uma escolha natural já que o Arroz de Pato é uma especialidade. E já fazia muito tempo que meu marido pedia... até que encontrou a receita perfeita, me enviou por e-mail, convidou um casal de amigos, comprou o polvo na feira... E eu não tive mais escapatória: tive que enfrentar este bicho esquisito mais uma vez!

Podem pesquisar na internet: há milhares de truques para se cozinhá-lo, todos contraditórios entre si.  Vocês podem ver no post Salada de Polvo o resultado da última tentativa. Desta vez, cozinhei o polvo na panela normal, em fogo bem baixo, como ensinava a receita do site português Sabor Intenso. Neste site há um vídeo ótimo. Fica impossível errar. Não vou nem repetir a receita. Convido os leitores a uma visita e um passeio pelas milhares de receitas postadas por lá. Ótima descoberta! A dica para o arroz de polvo autêntico é deixá-lo "malandrinho", como dizem os portugueses, bem molhadinho, como na foto.


Depois de testar este novo médodo, resolvo que, ao menos por enquanto, fico com a minha técnica da panela de pressão... até que  consiga encontrar outra melhor. O polvo encolheu, não soltou tanta água quanto da última vez... Mas felizmente agradou os "comensais" e, principalmente, o especialista em culinária portuguesa que mora aqui em casa!!! - Eu, sinceramente, fiquei foi com saudades do meu Arroz de Pato. Não troco de jeito nenhum!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Baby Lulas



Faz já algum tempo, mas demorei para postar porque as fotos foram improvisadas, tiradas no iPhone. Estava esperando fazer a receita outra vez, novas fotos... Mas concluí que baby lulas iguais a estas, ganhadas de presente no restaurante Joãozinho, na Ilha Bela, impossível! O dono do restaurante pede para os pescadores da Ilha separarem as lulas menorzinhas para ele, e as prepara prepara com vários molhos diferentes: um melhor que o outro. Entrei na cozinha, aprendi a fazer... e de quebra ganhei um saco de baby lulas para levar para casa! Não podia ser diferente: viramos fregueses no ato. Ir no Joãozinho já virou programação oficial na nossa casa de praia... ainda mais porque logo na frente do restaurante tem um deck, e a cerveja (uma raridade) tem preço totalmente honesto. Não precisa nem dizer que foi saindo do Joãozinho que eu quebrei o meu pé. Baby Lulas ao Vinagrete, pãozinho e caipirinha de Carambola. Dia perfeito.

Baby Lulas ao Vinagrete

350g de lulas pequenas
50g de alho triturado
200g de cebola picada
Salsinha
1/4 xícara de vinho banco
1/2 xícara de azeite

Limpe as lulas e tempere-as com limão, sal e pimenta. Reserve. Aqueça o azeite. Em uma frigideira grande doure o alho e a cebola. Coloque as lulas na frigideira e refogue por aproximadamente 5 minutos. Junte a salsinha, o vinho branco. Misture bem e deixe reduzir o vinho. Sirva imediatamente acompanhado de fatias de pãozinho fresco.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lasanha de Bacalhau



Sempre impliquei com Lasanha. Acho o fino do brega. É verdade! Em um mundo de prateleiras e mais prateleiras de lasanhas congeladas... qual a graça de uma lasanha? Pois acabo de descobrir. Esta foi a segunda Lasanha que eu preparei: a primeira de Legumes... E agora esta de Bacalhau. Ficou tão gostosa que foi alçada ao patamar de especialidade imediatamente. Ai vai a receita... e no próximo post dou mais detalhes de como preparar o nosso conhecido molho branco ou Béchamel.

Lasanha de Bacalhau

500g de bacalhau dessalgado ultracongelado
1 cebola picadinha
1 maço de salsinha
2 colheres (sopa) de azeite
150g de massa para Lasanha (eu usei a fresca)
150g de queijo Mozzarella ralado
200ml de molho branco/ Béchamel*
Sal e Pimenta

Comece o preparo pelo bacalhau. Descongele, desfie e reserve (caso já seja dessalgado). Aqueça o azeite, doure a cebola. Refogue o bacalhau. Desligue o fogo e acrescente a salsinha. Reserve. Prepare o molho branco/ Béchamel. A massa fresca de Lasanha não precisa de cozimento algum, portanto, basta montar. Pré-aqueça o forno.  Em uma forma refratária coloque 2 conchas de molho branco. Intercale camadas de uma folha de massa, molho e bacalhau refogado e camadas de uma folah de massa, molho e queijo. A última camada deve ser de mozzarella e molho branco. Leve ao forno coberto com papel alumínio até borbulhar. Retire o papel alumínio e deixe gratinar. Sirva imediatamente. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quiche de Chèvre, Tomatinhos e Aspargos


Quiche e salada são um menu prefeito para um almoço em um dia lindo e ensolarado como foi este sábado. Ainda mais se a quiche for esta: Chèvre (queijo de cabra), Tomatinhos e Aspargos frescos. Perfeita - mais uma receita retirada do blog Com um pitada de açúcar e que eu cahei que valia a pena publicar. Obrigada, Stefânia! Adorei, principalmente a dica de usar o processador no preparo da massa. Ficou bem mais leve assim. Vamos à receita:

Quiche de Chèvre, Tomatinhos e Aspargos

Massa Brisé Salgada

250g de farinha de trigo
125g de manteiga sem sal gelada
1 ovo
1 pitada de sal
40ml de água

Recheio

150g de queijo de cabra
1 maço de aspargos
Tomatinhos
3 ovos
250ml de leite
250ml de creme de leite fresco
Sal e pimenta
Noz Moscada


Inicie o preparo pela massa. Em uma bancada (eu costumo fazer em uma tigela bem grande) misture a farinha e a manteiga. Uma vez que a manteiga deve permanecer gelada, você deve manuseá-la o mínimo possível, até obter uma farofa (que parece uma areia molhada). Sugiro utilizar o processador de alimentos, assim ela fica bem fininha! Misture o ovo, o sal e a água. Abra um buraco no meio da farofa de farinha e manteiga, coloque a mistura de ovos delicadamente e misture rapidamente até incorporar (mais uma vez cuidado, já que a manteiga deve continuar gelada!). Envolva em filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 40 minutos.
Comece a preparar o recheio. Misture o creme de leite fresco, o leite e os ovos e tempere com sal, pimenta e noz moscada. Reserve. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Abra a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada com um rolo e abra sobre uma forma de 24cm diâmetro. Cubra com papel alumínio e alguns grão de feijão (para evitar que o fundo se solte) e leve ao forno por aproximadamente 10 minutos. Retire do forno. Retire o papel alumínio e os feijões (eu tenho alguns guardados só para isto!) e coloque o recheio. Distribua os talos de aspargos cortados na diagonal, os tomatinhos inteiros e o queijo de cabra desmanchado em pedaços. Cubra com a mistura de creme de leite. leve ao forno por mais 30 minutos até firmar. Sirva com uma salada linda e pronto! Só preparar um molho (eu usei um mostarda).

Dicas para um almoço descomplicado




Neste sábado recebi (finalmente) a minha querida prima de Belo Horizonte, a Adriana, para um almoço em casa. E tinha que ser um almoço despreocupado... já o que o meu estado "podálico"ou "podal"- acabo de buscar no dicionário, continua o mesmo: Robotfoot por pelo menos mais 2 semanas. O prato principal foi uma Torta de Queijo de Cabra, a próxima postagem, mas a praticidade ficou por conta da sobremesa: Uma massa de chocolate, um tagliarini, para ser mais exata - comprado no Sada Cuisine, uma Rotisseria que fica bem pertinho da minha casa e que descobri por acaso. Ah... vou ter que experimentar todas as massas secas de lá: Limão e Pimenta, Beterraba, Funghi, Espinafre, Manjericão, Azeitona Preta, Nero e Comum. Aguardem as fotos.
A outra dica... é terminar um almoço especial como sempre fazemos em casa... com um cálice de vinho do Porto... ou uma garrafa inteira! Beijos, prima. Você é sempre bem-vinda em nossa casa. Até o Filé adorou você!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Keepeez!


Ontem conversando com uma amiga querida (a Deisy!) me dei conta de que já há muito tempo tenho em casa um produto tão útil, mas tão útil... que merece um post. São as tampas Keepeez. Não sei se vocês  já conhecem estas tampas de "elastômero" - uma substância com propriedades semelhantes às do silicone, que substituem (pelo menos em parte) o maldito filme plástico na sua função de armazenar e preservar alimentos. Pois então. Muito úteis. Basta pressionar o centro da tampa após colocá-la sobre um recipiente de tamanho compatível para que o ar seja removido, criando-se um vácuo - o que faz com que os alimentos durem muito mais.
Hoje usei para deixar uma massa de torta descansar. Ontem... para transportar uma receita de brigadeiro de colher (porque ninguém é de ferro!) para o trabalho. Estas tampas podem ser reutilizadas diversas vezes e ainda, caso o plástico comece a "afrouxar", é só colocar em baixo da água quente: ele volta ao estado anterior. Prático e ecologicamente correto! Estas tampas estão a venda nas melhores lojas de materiais para cozinha (tipo Suxxar e Spicy) e até mesmo na americanas.com. Viu, Deisy?

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Raviolini e Tomates Confitados


Algumas vezes me admito pensando... Existe coisa mais perfeita que um tomate? Adoro. Nas minhas andanças com o pé quebrado encontrei uma caixinha de tomates perfeita: com tomates Sweet Grape de todas as cores e formatos possíveis, e resolvi fazê-los confitados, como molho para uma massa. Bastou juntar bastante azeite, sal e um pouquinho de tomilho, levar ao forno por 30 minutos, até que eles estivessem desmanchando - como na foto e servir com uma massa recheada, algumas bolinhas de mozzarella de búfala, manjericão fresco e pronto. Perfeita. Agora é só ralar um pouco de parmesão por cima e servir.





quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Edamame


Tanto tempo sem postar e... não é que eu volto rapidamente, e ainda por cima só com uma dica? Pois é, estes tempos de Robotfoot na Cozinha não estão nada fáceis! Eu quebrei meu pé há 20 dias e mal consigo ir ao supermercado... Juro! Quem dirá buscar aquele ingrediente especial que ficou faltando para um jantar, ou convidar os amigos para um almoço? Tempos de praticidade. Tempos de imrpoviso.
E foi em uma destas visitas rápidas ao supermercado que eu encontrei o Edamame. Tá bom, eu já conhecia o Edamame das entradas dos restaurantes japoneses e até mesmo do Mercearia São Roque (onde costumamos ir com os amigos com frequência) - mas foi só agora que vi estes grãos de soja na vagem (isto é o que eles são) congelados para vender no supermercado. Basta ferver água em uma panela, cozinhá-los por 3 minuto... e temperar com sal. A vagem não deve ser comida, somente os grãozinhos. Um verdadeiro vício... E melhor light e saudável. Acabo de implementar. Aqui em casa vai ter muito Edamame no aperitivo!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Frango Recheado com Gruyère e Damascos envolto no Presunto Crú

Por enquanto só as fotos... Assim que possível atualizo este post e coloco a receita. Não ficou tudo lindo? A convidade Paula Neubauer demorou para vir cozinhar para o blog... mas também... Se superou! Este é o Peito de Frango Recheado com Gruyère e Damascos, envolto no Presunto Crú... acompanhado por Cenouras Assadas e Lentilhas. Agora é só esperar ela me mandar o nome da receita... aiaiaai!




Tarte de Chocolate



Ontem recebemos uma convidada muito esperada aqui em casa, minha amiga Paula Neubauer, que nos preparou um jantar delicioso! E eu, que estava já há algum tempo sem postar nada, preparei a sobremesa: esta Tarte de Chocolate. Esta tarte não tem segredo - muito fácil e rápida de se fazer, e a massa aerada doce usada no seu preparo, conhecida como Massa Podre  - ou Patê Sablée para os "entendidos", é muito versátil, sendo usada no preparo de muitas tortas tradicionais. É só usar a sua criatividade! Ainda, com as sobras desta massa, eu preparei biscoitinhos cobertos com açúcar e canela para acompanhar o café. E não é que ficaram gostosos?

Massa Aerada Doce (Patê Sablée)

200g de farinha sem fermento
1 pitada de sal
70g de manteiga sem sal
80g de açúcar granulado fino
1 ovo
1-2 gotas de essência de baunilha

Coloque um tablete de manteiga por alguns minutos no freezer, para que endureça. Em uma tigela grande, junte a farinha peneirada e a pitada de sal. Corte a manteiga em cubos pequenos (1 cm) e esfregue-a na farinha com as pontas dos dedos (para evitar que derreta completamente) até que mistura fique com o aspecto de uma areia grossa. Incorpore o açúcar, e faça uma cova no centro, onde você deve verter o ovo levemente batido e as gotas de extrato de baunilha. Em uma superfície polvilhada com farinha trabalhe a massa (evite tocá-la excessivamente) até obter uma textura homogênea. Molde uma bola e envolva-a com filme plástico. Leve à geladeira por 20 minutos. 

Esta massa pode ser congelada. Com esta medida eu fiz a base de uma torta grande e um pode de biscoitinhos torcidos - é só levá-los ao forno por 20 minutos e cobrí-los com açúcar e canela.


Tarte de Chocolate

1 porção de massa aerada doce
150g de chocolate amargo
50g de manteiga sem sal
4 ovos
200g de açúcar 
75g de farinha (sem fermento)
Cacau em pó para polvilhar

Pré-aqueça o frono a 200ºC. Abra a massa com um rolo (tocando-a o mínimo possível) e cubra uma forma de fundo removível previamente untada. Cubra a forma com papel alumínio e uma camada de feijões. Cozinhe a massa por 10 minutos. Descarte o papel e os feijões e leve ao forno por mais 5 minutos. Reserve.
Derreta o chocolate a manteiga em banho-maria. Bata os ovos, o açúcar e a farinha e misture ao chocolate derretido. Espalhe a mistura sobre a massa da torta e leve ao forno por 20 minutos ou até firmar (cuidado: a minha ficou tempo demais!). Desenforme, deixe esfriar completamente e polvilhe com cacau em pó. Sirva com uma bolinha de sorvete (café da La Basque ficou perfeito!)

domingo, 17 de junho de 2012

Tutú de Feijão


Faz muito tempo que o ... de Salto Alto na Cozinha não tem convidados. Pois é. Os convidados, na verdade não faltam: o que falta é eu publicar as contribuições. Sou mesmo muito fominha! Fico com  a função principal e relego os acompanhamentos. Pois neste almoço de domingo o acompanhamento mereceu um post. O lombinho recheado não foi mérito meu - mas do cliente do meu marido que tem nos trazido direto da Fazenda ... Ficou para mim a farofinha e a couve refogada. Clariana - que está noiva de um "mineiro legítimo" veio com a tarefa de me ensinar a fazer um Tutú de Feijão. Ara! E não é que ficou uma delícia? A foto acima foi tirada por ela mesma e postada no Instagam. Abaixo "os closes" do Tutú e do Lombinho recheado. Almocinho bem "light"!

Tutú de Feijão

2 xícaras de feijão preparado no dia anterior
(e se você estiver de "pantufas" na cozinha pode até comprar aquele feijão pronto mesmo!)
1 cebola
100g de bacon (fatias ou cubinhos)
1 linguiça calabresa
1 dentre de alho
1/2 xícara de cheiro verde
2 ovos cozidos
Sal
q.b. de farinha de mandioca

Doure as fatias de bacon em uma frigideira grande ou panela com fundo anti-aderente. Junte a cebola (não precisa acrescentar azeite nem manteiga) e mexa bem, até amolecer. Acrescente a calabresa, cortada em cubinhos, e refogue. Junte o alho no final - para não queimar. Acrescente o feijão. Mexa bem, até reduzir o caldo, apertando com um amassador de batatas (pode ser até mesmo um garfo) até obter a consistência de "papinha de bebê". Acrescente o cheiro verde picadinho e os ovos, também cortados em pedaço. Caso seja necessário, acrescente farinha de mandioca (não foi o caso) para endurecer um pouco. Verifique o sal. Sirva imediatamente!

sábado, 16 de junho de 2012

Sanduíche de Pastrami


Acho que acabamos de encontrar um novo sanduíche favorito: Pastrami. Um frio que - aposto, quase ninguém costuma comparar. Eu nunca compro. Por isso a dica. Pão Australiano, tomate, pepino em conserva, mostarda e queijo muzzarella de búfala. Já viram muzzarella de búfala fatiada? Pois então. Queijo leve, pão adocicado.... sanduíche perfeito. Só esquentar o pão e o queijo e colocar os frios depois.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Caviar Plate - aniversário de 3 anos de casamento


Demorou um pouco... mas finalmente me organizei para postar as fotos da comemoração do meu aniversário de 3 anos de casamento (foi há uma semana!). Fomos jantar fora (afinal, quem gosta de cozinhar precisa sempre de inspiração), mas o brinde e o aperitivo antes de sairmos foi aqui em casa. 
Compramos recentemente um potinho de caviar (ovas de Mujjol recomendadas pela Bruna do blog Gourmandisme), e esta a oportunidade de finalmente utilizá-lo. O Caviar verdadeiro, como vocês sabem, são ovas de Esturjão - invariavelmente caríssimas. As ovas de Mujjol são uma alternativa mais em conta, e de qualidade muito superior às ovas de Lompe - que tanto vemos nos supermercados (sabem aquelas com potinhos vermelhos e pretos, bem pequenas?). Ótima pedida para o Dutty Free. Mais resistentes, as ovas de Mujjol não se rompem com facilidade, "manchando" a comida de preto como as ovas de Lompe (que eu não vou comprar nunca mais).
Como se tratava de uma degustação... Resolvi servir as da forma mais tradicional possível (a alternativa para os blinis), com estas torradinhas retangulares ou Toast Points. Na foto acima vocês podem ver um canapé "montado" na hora por mim. Abaixo como dispor os ingredientes e a sua descrição:


Caviar: o Caviar deve ser servido sempre sobre uma camada de gelo. se você não tiver um porta caviar de prata não tem problema nenhum. É a primeira vez que uso este meu em 3 anos, então vê-se que não é lá um bom investimento! - Coloque um bowl com gelo e encaixe dentro a própria latinha ou potinho. Outra dica: o caviar não pode entrar em contato com metal. Ou seja: não use colheres de prata. As minhas são de osso. Lindinhas.

Cebola Roxa: Pique bem miudinha (sem segredo!). Mas tem que ser a roxa.

Ovos Cozidos: Cozinhe os ovos por pelo menos 12 minutos. escasque-os sob a água fria. Separe as claras das gemas. Sirva separadamente, cortando em pedaços pequenos.


Cebolinho: Ou cebolinha francesa. Pique em pedaços pequenos.

Creme Azedo: No Brasil não é vendido creme azedo. Eu costumo misturar algumas gotinhas de limão no creme de leite fresco, misturar delicadamente, e deixar descansar até que alcance a textura de creme.

Toast Points: Corte pedaços de pão de forma comum no formato de triângulos, separando a casca. Espalhe um pouco de manteiga e leve ao forno até dourar. faça o mesmo com o outro lado.

Champagne: Não pode faltar!!!!

Espalhe um pouco de creme azedo nas torradas, então  um pouco de cebola roxa e um pouco que clara e de gema de ovos. Finalmente uma colher farta de ovas... e decore com o cebolinho. Prontinho!

domingo, 27 de maio de 2012

Croque Monsieur


Fazia muito tempo que eu não acordava o meu marido com um belo café na cama... e eis a oportunidade para o meu primeiro Croque Monsieur. A receita tem muitas variedades... e eu tentei fazer a mais tradicional possível - o que me parece sempre a melhor forma de se começar. Muito fácil de fazer, o truque está no molho béchamel... e na gratinadinha final do queijo Gruyère. Perfeito para um café da manhã enorme... ou um lanchinho.

Croque Monsieur

4 fatias de pão de forma
300g de queijo Gruyère ralado
4 fatias de presunto cozido
4 colheres (sopa) de molho béchamel*
2 colheres (chá) de queijo Parmesão ralado
2 colheres (chá) de manteiga com sal

Pré-aqueça o forno. Passe manteiga nos dois lados de cada fatia de pão. Doure em uma frigideira, fatia a fatia, até que fiquem marrom-douradas. Reserve. Rale todo o queijo em um ralador grosso. Coloque uma colher de molho sobre a fatia e espalhe. Dobre e coloque duas fatias de presunto. Cubra-as com um pouco de queijo Gruyère. Coloque outra fatia, uma colher de molho, mais queijo (rale um pouco de parmesão por cima). Repita a operação. Leve ao forno (baixa temperatura) por aproximadamente 20 minutos. Se tiver um grill, não hesite em usá-lo! 


* o Molho Béchamel é uma receita tradicional francesa (o nosso bom e velho molho branco). É um molho muito versátil, que serve como base para muitos outros molhos. Ele consiste da mistura de partes iguais de manteiga e farinha (roux), cozidas, e uma quantidade de leite quente (muitas vezes temperado), que deve ser acrescido lentamente, para não empelotar.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Costela de Tambaqui


O Tambaqui é um peixe de escamas da Amazônia, isto é, um peixe de rio, que mede cerca de 90cm, e chega a pesar até 45kg. Que peixão! É também um peixe bastante gorduroso (mas calma, Ômega 3 e Ômega 6 não tem problema!) e tem sabor e aroma muito acentuados (para um peixe). Juro que parece um pouco até com carne suína! As costelinhas, preparadas assim na churrasqueira, são consideradas uma iguaria. E quem disse que só de carne vive o churrasqueiro? Nada melhor que a companhia dos nossos vizinhos e amigos gourmet (Livia e Cléo) e um risoto de limão siciliano para acompanhar! Caipirinha, cervejinha... Hummmm! Perfeito! Mais uma receita preparada pelo meu marido! Agora com a churrasqueira... acho que serão muitas!
Par preparar a Costela de Tambaqui acenda a churrasqueira em uma temperatura não muito alta (o meu marido acendeu somente metade da churrasqueira). tempere as costelas com limão, sal e alecrim. Asse sobre uma grelha, envolto em papel alumínio. Retire o papel ao final do preparo para dar "aquela última" tostadinha. Este procedimento garante uma Costelinha de Tambaqui crocante! Sirva com limão (e um risoto de limão siciliano é uma ótima idéia!).


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Postagens Favoritas 2a Edição!

Em Julho de 2011, pela primeira vez reuni minhas 16 postagens favoritas em um post no blog. Muito trabalho depois e... finalmente completei 16 novas favoritas! Eis o resultado, especilmente para os leitores que perderam  estes posts no blog. Não foram as mais acessadas! No final do mês o ... de Salto Alto na Cozinha completa 2 anos, e são quase 200 postagens... Dá para acreditar? Já estou pensando na comemoração!

Dica: Aproveitando a massa folhada!




Depois de preparar uma torta como a do post anterior... Ou de preparar qualquer torta com massa folhada, diga-se de passagem, você vai se deparar com as inevitáveis "sobras". Acontece toda vez! O que eu costumo fazer? Corto as sobras em tirinhas e em palitinhos, pincelo com gema de ovo e... zaz! Aí está o resultado. Perfeito para aqueles dias em que vc se dá conta que não tem nenhuma torradinha para receber os amigos. Massa folhada: item obrigatório no freezer da mulher moderna! Para acompanhar, alho assado na churrasqueira e azeite de tomates.

Tarte Tatin de Tomates


Esta Tarte Tatin de Tomates foi uma verdadeira realização. Sério. Eu conto porquê. Toda vez que vou ao Santa Luzia, vejo no balcão de antepastos (e também de algumas comidinhas prontas, maravilhoso) uma certa torta de tomates. Já comprei duas vezes até, achando a coisa mais linda do mundo, e me perguntando... Como? Como eles conseguem estes tomates tão lindos? Não é possível! Pois foi na sexta, passeando pela feira, que me deparei com um "cacho"de tomates holandeses e não tive dúvida: Só podem ser estes. Mistério resolvido. Ficou idêntica! E ainda rendeu um azeite de tomates... delícia.

Tarte Tatin de Tomates

1kg de tomates holandeses
6 ramos de alecrim
6 ramos de tomilho
3 pitadas de sal trufado
1 pitada de pimenta do reino moída
150ml de azeite de oliva
150g de massa folhada

Pré-aqueça o forno a 180 ºC. Coloque os tomates em um refratário fundo, tempre com o sal e a pimenta. Cubra com o azeite e junte os ramos de alecrim e tomilho. Leve ao forno por 90 minutos, abrindo a porta cada meia hora para mudar os tomates de posição (delicadamente para que não se desfaçam). O cheiro é inebriante! Pronto. Você já tem tomates confitados - que podem ser usados, além de no preparo de uma Tarte Tatin de Tomates, como aperitivo, servidos com uma Muzzarela de Búfala, ou mesmo como molho de uma massa delicada. Deixe os tomates arrefecerem completamente e leve à geladeira, juntamente com o azeite, de um dia para o outro. Escorra os tomates com uma peneira. Não descarte o azeite (ele pode ser usado para temperar uma salada ou como um apetitivo). Coloque-os em uma forma pequena, bem "apertadinhos" - como na Foto 2. Abra a massa folhada seguindo as instruções da embalagem. Corte um disco de massa um pouco maior que o recipiente escolhido para os tomates (a massa encolhe quando assada!). Coloque alguns grãos de feijão sobre a massa (para que ela não cresça) e asse em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos. Deixe a massa esfriar completamente e, com cuidado, desenforme os tomates sobre ela. Decore com um ramo de tomilho e está pronta!


Foto 1

Foto 2

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tourte Provençal




Decididamente não consegui seguir a receita fielmente para o preparo desta torta! Muito complicada!!! Chaminé de papel alumínio, inverter a torta como um bolo... Arght! Retirada daquela coleção Cordon Bleu - herdada da Bruna do Gourmandisme, que abriu o meu apetite na mesma hora, acho que a grande diferença foi mesmo a massa folhada que usei. Arosa, linda e maravilhosa, ficou folhada, mas um pouco mais fina do que eu esperava. Tudo bem. O resultado mereceu publicação de todo jeito. Uma torta com inspiração francesa tem que integrar o repertório de toda boa cozinheira! A próxima é a Tarte des Pommes. Urgente!

Tourte Provençal

4 courgettes (abobrinhas)
1 beringela grande
150ml de azeite
1 cebola grande
3 chalotas francesas
(ou cebolas roxas)
2 colheres (sopa) de concentrado de tomate
400g de tomates concassé*
2 dentes de alho amassados
1 pitada de pimenta caiena
2 colheres (sopa) de manjericão fresco
2 ramos de alecrim fresco
400g de massa folhada
2 ovos
125g de creme de leite fresco
100g de queijo gruyère (ou parmesão)
1 pitada de noz moscada
1 ovo levemente batido

Corte as abobrinhas e as beringelas em fatias de até 1 cm. Misture os pedaços com uma colher de chá de sal e deixe descansar por 30 minutos. Lave em água corrente e seque com papel toalha. Aqueça o azeite e refogue a cebola (cortada em meia-luas) durante 3 minutos. Junte a abobrinha e a beringela, um pouco mais de azeite, e salteie po mais 3 minutos. Junte o concentrado de tomate, misturando sempre, mais azeite, os tomates (cortados em cubos, sem semente e sem pele) e o alho. Cubra e cozinhe por 10 minutos. Tempere com sal, pimentas (do reino e caiena) e junte as ervas. Reserve e deixe arrefecer completamente.
Divida a massa folhada (já descongelada conforma as instruções da embalagem) em duas partes. Abra metade da massa e, usando o aro da forma de fundo falso como guia, corte uma rodela. Transfira para um tabuleiro (ou assadeira) e leve à geladeira. Abra com um rolo a massa restante (2mm de espessura) e coloque sobre a forma de fundo removível. Refrigere por 30 minutos enquanto pré-aquece o forno à 200 °C. Bata os ovos (com um fuet) com o creme de leite, o queijo ralado grosso e a noz moscada. Junte a mistura aos vegetais. Encha a caixa de massa com a mistura, cubra com a rodela e pincele com o ovos batido. Corte um orifício redondo no meio da torta (veja a foto) e insira uma chaminé de papel alumínio enrolado - que permitirá o escape dos vapores do cozimento. Refrigere por mais 10 minutos e leve ao forno. A torta está pronta quando apresentar uma crosta dourada (mais ou menos 30 minutos) e, no teste do palito (como aquele feito para bolos), o palito sair totalmente seco. A maneira tradicional de servir é como a de um bolo, invertendo a forma. Eu desobedeci! Servi a torta com a "chaminé" virada para cima... Delícia beeeem quentinha. Nem consegui tirar a parte de baixo da forma!!!!